Milei quer acordo de livre comércio entre Mercosul e EUA
Presidente argentino, contudo, não descartou negociar sem o apoio dos países do bloco
O presidente argentino, Javier Milei, vai propor aos países do Mercosul uma negociação para um acordo de livre comércio com os Estados Unidos.
A Argentina não descarta procurar o governo Trump sem a parceria de Brasil, Paragui e Uruguai, em caso de uma resposta negativa. Nesta semana, os coordenares do bloco se reunirão em Buenos Aires.
Os termos em vigor exigem que as negociações de acordos comercias com redução de tarifas de importação devem ser realizadas em conjunto. Milei, porém, acredita em uma flexibilização para a diminuição de taxas.
Aproximação
Desde antes da eleição do presidente americano Donald Trump, Milei aproximava-se da alta cúpula americana. Ele foi o primeiro representante oficial de fora dos Estados Unidos a se reunir com o republicano após vitória nas eleições do ano passado.
Na última semana, Trump afirmou que poderia negociar um acordo de livre comércio com a Argentina, um movimento diferente dos quais impõe a parceiros comerciais como o México, Canadá e China.
“Considerarei qualquer coisa. E a Argentina, sem dúvida, acho que ele [Javier Milei] é genial. Acho que ele é um grande líder. Está fazendo um ótimo trabalho. Está fazendo um trabalho fantástico. Ele resgatou o país do esquecimento”, disse.
Guerra tarifária
Na semana passada, Trump confirmou o início das tarifas de 25% sobre produtos importados da China, México e Canadá.
Em resposta, o primeiro-ministro, Justin Trudeau, anunciou que o Canadá implementará 25% de tarifas de US$ 155 bilhões sobre produtos americanos em um período de 21 dias.
“No momento em que as tarifas dos EUA entraram em vigor esta manhã, a resposta canadense também entrou em vigor.
O Canadá implementará tarifas de 25% sobre US$ 155 bilhões em produtos americanos. Começando com US$ 30 bilhões em bens imediatamente e os US$ 125 bilhões restantes em 21 dias”, escreveu.
Após a retaliação canadense, Trump voltou a se referir ao primeiro-ministro como “governador do Canadá” e disse que as tarifas vão aumentar ainda mais “em uma quantia semelhante”.
“Por favor, explica ao governador Trudeau, do Canadá, que quando ele coloca uma tarifa retaliatória sobre os Estados Unidos, nossas tarifas recíprocas vão imediatamente aumentar imediatamente em uma quantia semelhante”, escreveu.
A China também decidiu retaliar os Estados Unidos e impôs 15% de tarifas sobre produtos agrícolas e alimentos americanos.
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Comentários (1)
Marian
10.03.2025 18:55Que beleza! 👏