Mergulhadores fazem descoberta de 140kg que destaca ameaça silenciosa que está dominando os mares australianos: ‘Fazendo a diferença’
Uma operação realizada por voluntários na Tasmânia chamou a atenção para uma das maiores crises ambientais da Austrália.
Uma operação realizada por voluntários na Tasmânia chamou a atenção para uma das maiores crises ambientais da Austrália. Em apenas um dia, mergulhadores retiraram 140 kg de estrelas-do-mar invasoras do Rio Derwent, reforçando o alerta sobre uma espécie que já domina as vias navegáveis e coloca animais nativos em risco.
Por que a estrela-do-mar do Pacífico Norte é uma ameaça tão perigosa
A estrela-do-mar do Pacífico Norte (Asterias amurensis) é considerada uma das espécies invasoras mais destrutivas da Tasmânia. Além de se reproduzir rapidamente, ela se alimenta de diversos organismos marinhos nativos e praticamente não possui predadores naturais na região.
Esse desequilíbrio faz com que sua população cresça de forma acelerada, ameaçando a biodiversidade e comprometendo o equilíbrio dos ecossistemas aquáticos.
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The Northern Pacific sea star (Asterias amurensis) was named one of the world’s 100 worst #InvasiveSpecies. These stars will eat almost anything causing huge economic consequences – the Tasmanian fishing industry alone has suffered an estimated billion dollar loss! #NISAW (2/5) pic.twitter.com/QxGzW8sZKC
— SERC Marine Invasions Research Lab (@SERCinvasions) February 27, 2019
Como voluntários removeram mais de 4.460 estrelas-do-mar em um único dia?
Mesmo enfrentando frio intenso e neve nas montanhas próximas, dezenas de voluntários participaram da mais recente ação de limpeza no Rio Derwent. Ao todo, foram retirados 140 kg da espécie invasora, o equivalente a mais de 4.460 estrelas-do-mar.
O trabalho é coordenado pelo morador Keith Thomas-Wurth, que afirma que centenas de milhares de exemplares já foram removidos desde 2021, em uma tentativa de reduzir os impactos da invasão.
Confira no vídeo abaixo do canal “Pang Quong” uma infestação acontecido no ano de 2010.
Quais espécies estão ameaçadas por essa estrela-do-mar?
A retirada das estrelas-do-mar tem como principal objetivo proteger espécies nativas extremamente vulneráveis, como o raro peixe-mão-pintado, que está ameaçado de extinção.
Entre os principais impactos causados pela espécie invasora estão:
| 🌊 Quais espécies estão ameaçadas por essa invasão? | |
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Predação da fauna marinha nativa A estrela-do-mar invasora consome moluscos, mexilhões, ostras e outros organismos essenciais para o equilíbrio dos ecossistemas costeiros, reduzindo a biodiversidade local. |
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Reprodução extremamente rápida Cada fêmea pode liberar milhões de ovos durante o período reprodutivo, permitindo que a população cresça rapidamente e dificulte o controle da espécie. |
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Pouquíssimos predadores naturais Como quase não possui inimigos naturais nas áreas invadidas, a espécie consegue se espalhar com facilidade e dominar novos habitats. |
| 🌿 |
Desequilíbrio dos ecossistemas costeiros A redução de espécies nativas altera cadeias alimentares, prejudica habitats marinhos e compromete o funcionamento natural das regiões costeiras. |
| 🚨 |
Risco crescente para espécies ameaçadas A competição por alimento e a intensa predação aumentam a pressão sobre animais marinhos que já enfrentam declínio populacional, elevando o risco de desaparecimento local. |
Como essa espécie invasora chegou à Austrália
Especialistas acreditam que a estrela-do-mar do Pacífico Norte tenha chegado à Tasmânia durante a década de 1980, transportada acidentalmente em navios mercantes.
Desde então, sua população cresceu de forma descontrolada. As estimativas apontam que atualmente existam até 30 milhões de indivíduos espalhados pelas águas da ilha.

Existe chance de eliminar completamente essa ameaça
Os especialistas consideram praticamente impossível erradicar totalmente a espécie invasora. Ainda assim, ações contínuas de remoção podem reduzir sua população e aumentar as chances de sobrevivência das espécies nativas.
Por isso, campanhas lideradas por voluntários seguem acontecendo regularmente, mostrando que a mobilização da comunidade pode fazer diferença na preservação dos ecossistemas marinhos, mesmo diante de uma invasão de proporções gigantescas.
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