Meloni denuncia “sacrifício da Europa no altar do globalismo”
“As classes dominantes e a mídia tradicional importaram e replicaram no velho continente as teorias mais irresponsáveis, enfraquecendo nossos alicerces culturais”, criticou a primeira-ministra italiana
A primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, fez um duro discurso na Conferência da Ação Política Conservadora (CPAC) no último sábado, 22, criticando a atual condução da União Europeia e denunciando que a identidade do continente foi “sacrificada no altar do globalismo, da burocracia e do mercantilismo”.
Em sua fala, Meloni também saiu em defesa do vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, que recentemente foi alvo de críticas por parte de líderes europeus após seu discurso na Conferência de Segurança de Munique. Vance questionou a censura e a crise de identidade cultural no Ocidente, tema que a líder italiana fez questão de reforçar.
“Nós jamais devemos ter vergonha de quem somos”, declarou Meloni, reforçando a necessidade de uma identidade europeia forte e bem definida. “Sem raízes, não há como sermos grandes novamente”, acrescentou.
Em sua participação virtual na CPAC, Meloni atacou os defensores da imigração em massa na Europa, que, segundo ela, fazem parte de uma “máquina de propaganda” para promover uma agenda globalista.
A premiê rebateu previsões de que sua postura isolaria a Itália no cenário internacional e garantiu que seu governo se mantém fiel às suas promessas. “Fazemos o que dizemos. Fazemos o que é certo. Lutamos pelo que acreditamos. E, acima de tudo, confiamos no povo, não o tememos”, afirmou.
Meloni também alertou para o avanço do progressismo radical importado dos Estados Unidos, que, segundo ela, foi adotado por uma elite europeia desconectada da realidade.
“As classes dominantes e a mídia tradicional importaram e replicaram no velho continente as teorias mais irresponsáveis, enfraquecendo nossos alicerces culturais”, criticou.
Ao reiterar sua defesa da posição de JD Vance, Meloni destacou que o vice-presidente americano foi além de uma discussão sobre segurança e defesas militares.
“Ele trouxe algo mais profundo. Falou de identidade, democracia e liberdade de expressão. Sem isso, não há aliança ocidental que se sustente”, argumentou.
Por fim, a primeira-ministra italiana fez um apelo aos demais líderes europeus para que se unam na defesa dos valores tradicionais do continente. “Não se pode defender a liberdade sem os meios ou a coragem para fazê-lo”, afirmou, destacando que o conservadorismo continua a ganhar força na Europa.
Meloni concluiu sua fala reafirmando que a segurança e a preservação da identidade europeia devem ser prioridades, advertindo contra a ideia de que o continente estaria “distante ou perdido”. Para ela, a onda conservadora que avança em diversas partes da Europa é a prova de que a resistência às imposições globalistas e progressistas está apenas começando.
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Comentários (2)
Luis Eduardo Rezende Caracik
24.02.2025 09:44A Europa precisa ter uma política externa independente dos Estados Unidos. A OTAN virou uma espécie de ópio para os Europeus, que os torna dependentes e alinhados com os Estados Unidos, e impedem um relacionamento normal com a Rússia, seu vizinhos que não vão sair de lá. Não há sentido em manter um quase permanente estado de guerra com os Russos. A Europa precisa encontrar formas de se relacionar com a Rússia, e deixar de gastar fortunas enormes com a manutenção da OTAN.
Fabio B
24.02.2025 09:10O governo dessa senhora tem sido muito blablabla, e praticamente nada de concreto.