María Corina denuncia sequestro de aliado horas após libertação
Ex-deputado Juan Pablo Guanipa havia sido libertado na tarde de domingo, 8, após permanecer mais de oito meses detido por motivos políticos
A líder da oposição venezuelana María Corina Machado denunciou na madrugada desta segunda-feira, 9, o sequestro do ex-deputado Juan Pablo Guanipa poucas horas após sua libertação na Venezuela.
Segundo a oposição venezuelana, Guanipa foi levado por homens fortemente armados e vestidos a paisana.
“URGENTE
ALERTA INTERNACIONAL.
Juan Pablo Guanipa foi sequestrado há poucos minutos no bairro Los Chorros, em Caracas.
Homens fortemente armados, vestidos à paisana, chegaram em 4 veículos e o levaram à força.
Exigimos sua libertação imediata”, escreveu María Corina no X.
No Facebook, Ramón Guanipa, filho do ex-deputado venezuelano, disse que o pai foi levado por cerca de 10 pessoas não identificadas.
“Denunciamos que um grupo de indivíduos armados interceptou e sequestrou Juan Pablo Guanipa há alguns minutos. Tratava-se de um grupo de aproximadamente 10 pessoas não identificadas. Conseguimos identificar um Corolla prata, um Range Rover branco e um Renault Symbol. Exigimos comprovação imediata de que ele está vivo e sua libertação”, afirmou.
“Eles apontaram armas para ele, estavam fortemente armados e levaram meu pai embora. Exijo prova imediata de que ele está vivo e responsabilizo o regime por tudo o que acontecer com meu pai. Basta dessa repressão”, acrescentou.
A libertação de Guanipa
O ex-deputado venezuelano Juan Pablo Guanipa foi libertado na tarde de domingo, 8, após permanecer mais de oito meses detido por motivos políticos.
“Aqui estamos saindo em liberdade depois de um ano e meio, dez meses escondido, quase nove meses aqui detido. Hoje estamos saindo em liberdade. Muito o que conversar sobre o presente e futuro da Venezuela. Sempre com a verdade pela frente”, afirmou Guanipa em vídeo publicado nas redes sociais.
Ele havia sido detido em 23 de maio de 2025, acusado de terrorismo, lavagem de dinheiro e incitação à violência e ao ódio.
Na época, o ministro do Interior, Diosdado Cabello, o vinculou a uma suposta “rede terrorista” que, segundo o regime, planejaria “sabotar” eleições de governadores e deputados.
“Ele é um dos chefes dessa rede terrorista. Quatro celulares e um notebook foram apreendidos. O plano está todo lá”, disse Cabello.
O dirigente passou à clandestinidade em julho de 2024, após denunciar fraude eleitoral nas eleições presidenciais que deram início ao terceiro mandato de Nicolás Maduro.
Sua última aparição pública havia sido em 9 de janeiro de 2025, em protesto com María Corina Machado.
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Comentários (2)
Ita
09.02.2026 16:04Vamos ver como vai reagir a Delcy: calando, consentindo e participando ou agindo, esclarecendo, revelando ao mundo e estancando possíveis ações de sabotadores das atuais mudanças políticas no país.
A democracia relativa continua trazendo lembranças do que representa um narcoestado.