María Corina chega a Oslo sob gritos de “liberdade”
Líder da oposição venezuelana estava há 16 meses escondida em local desconhecido
A líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, chegou na madrugada desta quinta-feira, 11, a Oslo, capital da Noruega, onde sua filha, Ana Sosa, a representou na cerimônia de entrega do Prêmio Nobel da Paz de 2025.
Escondida há 16 meses, com o paradeiro mantido em segredo após a fraude eleitoral arquitetada pelo regime de Nicolás Maduro, María Corina desembarcou na capital norueguesa após uma complexa e sigilosa operação de evacuação.
Há rumores de que ela estivesse escondida na sede diplomática dos Estados Unidos em Caracas, capital da Venezuela.
Nas redes sociais, María Corina publicou um vídeo em que aparece, emocionada, na sacada de um hotel, enquanto é recebida por venezuelanos refugiados que entoavam gritos de “liberdade”.
Operação sigilosa
Segundo o jornal americano Wall Street Journal, María Corina deixou o país de barco e viajou em sigilo até a ilha caribenha de Curaçao antes de seguir para Oslo.
Aliados da oposição trabalharam para manter a operação em absoluto sigilo, a fim de garantir a segurança da líder venezuelana.
Mesmo assim, María Corina não conseguiu chegar a tempo para receber o prêmio e foi representada na cerimônia por sua filha, Ana Corina Sosa.
“Bem, pessoalmente, vou lhe contar o que tivemos que passar e todas as pessoas que arriscaram suas vidas para que eu pudesse chegar a Oslo. E sou muito grata a elas, e isso é uma prova do que esse reconhecimento significa para o povo venezuelano. Quero que você saiba disso. Então, vamos começar, porque preciso embarcar agora. Preciso entrar no avião”, disse a venezuelana em conversa, por telefone, com o presidente do Comitê Norueguês do Nobel, Jørgen Watne Frydnes.
Caças sobrevoaram Golfo da Venezuela
Na terça, 9, o perfil FlightRadar divulgou o registro do sobrevoo de dois caças F/A-18 da Marinha dos Estados Unidos no Golfo da Venezuela, ao norte do estado de Zulia.
As manobras, realizadas pelas aeronaves identificadas como RHINO11 e RHINO12, duraram cerca de 50 minutos, com ambos os caças mantendo seus transponders ativados durante todo o percurso.
Acredita-se que os caças tenham oferecido cobertura para a travessia de barco de María Corina, protegendo-a de uma possível retaliação do regime de Nicolás Maduro.
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