Marco Rubio: “O antissemitismo não tem lugar neste mundo”
Secretário de Estado americano condena ataque terrorista em Sydney durante feriado judaico
Os Estados Unidos condenaram o ataque terrorista ocorrido neste domingo, 14, na praia de Bondi, em Sydney, durante uma celebração de Hanukkah. O secretário de Estado americano, Marco Rubio, escreveu nas redes sociais:
“O antissemitismo não tem lugar neste mundo. Nossas orações estão com as vítimas deste ataque horrível, com a comunidade judaica e com o povo da Austrália.”
Na publicação, ele afirmou ainda:
“Os Estados Unidos condenam veementemente o ataque terrorista na Austrália contra uma celebração judaica.”
O ataque aconteceu no fim da noite de domingo, em uma das áreas mais movimentadas de Sydney. Disparos provocaram pânico entre frequentadores da praia e levaram a uma ampla mobilização das forças de segurança, com o isolamento imediato da região.
A polícia australiana confirmou onze mortes. Outras autoridades e veículos locais passaram a trabalhar com números maiores ao longo do dia. A emissora pública ABC informou que um dos atiradores morreu durante a ação policial e que ao menos 12 pessoas ficaram feridas, muitas em estado grave.
Mais de 25 equipes de emergência foram acionadas, incluindo helicópteros e unidades especiais. As vítimas foram encaminhadas para hospitais como o St Vincent’s Hospital, o Royal Prince Alfred Hospital e o St George Hospital.
A polícia pediu que a população evitasse o local, classificado como um “incidente em desenvolvimento”.
Repercussão internacional
O premeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, acusou o governo australiano de fomentar o antissemitismo.
“Há três meses, escrevi ao primeiro-ministro australiano dizendo que sua política está jogando gasolina no fogo do antissemitismo”, disse, ao mencionar carta enviada em agosto após o anúncio de que a Austrália reconheceria o Estado da Palestina.
“O antissemitismo é um câncer que se espalha quando os líderes se calam e não agem”, acrescentou.
O presidente de Israel, Isaac Herzog, descreveu o episódio como um atentado antissemita. Ele condenou a violência como um “ataque cruel contra judeus”, referindo-se às vítimas como “nossas irmãs e irmãos em Sydney” e acusando “terroristas vis” de terem cometido a agressão.
O primeiro-ministro australiano, Anthony Albanese, classificou o episódio como “chocante e angustiante”. Ele afirmou que as forças de segurança atuaram para salvar vidas e pediu cautela diante de especulações sobre as causas do ataque.
O ataque já é tratado como um dos episódios de violência armada mais graves das últimas décadas na Austrália.
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