Manifestação pró-Palestina termina com 200 presos em Londres
Ato foi realizado em apoio ao Palestine Action, grupo proibido pelo governo britânico desde julho sob leis antiterrorismo
A Polícia Metropolitana de Londres prendeu 200 pessoas neste sábado, 9, durante uma manifestação em apoio ao Palestine Action, grupo proibido pelo governo britânico desde julho sob leis antiterrorismo. O ato ocorreu na Parliament Square, no centro da capital.
Segundo os organizadores, cerca de 700 pessoas participaram do ato, que teria incluído o ex-prisioneiro de Guantánamo Moazzam Begg, profissionais do NHS (serviço de saúde britânico) e membros do grupo religioso quaker.
A polícia informou que um “número significativo” de manifestantes exibia cartazes em apoio ao Palestine Action, o que configura crime com pena de até 14 anos de prisão. Além das 200 detenções, houve mais quatro prisões por agressões contra agentes.
O Palestine Action foi proibido em 5 de julho. Desde então, qualquer demonstração de apoio ao grupo, que é crítico da política britânica em relação a Israel e de empresas ligadas à indústria de defesa, passou a ser considerada ilegal.
Apesar da proibição, o Defend Our Juries já havia anunciado que o protesto ocorreria. Em nota, um porta-voz declarou que “o Palestine Action e pessoas segurando cartazes de papelão não representam perigo algum para o público em geral”.
Outro ato, organizado pela Palestine Coalition, grupo distinto, partiu de Russell Square e se concentrou em Whitehall. Nesse evento, uma pessoa foi presa por portar cartaz em apoio ao Palestine Action.
A Polícia Metropolitana classificou o protesto como o maior em defesa do grupo desde sua proibição. A corporação contestou a versão dos organizadores de que apenas uma “fração” dos presentes foi detida e afirmou estar “confiante” de que qualquer pessoa que exibiu apoio ao Palestine Action foi ou está sendo presa.
Proibição do Palestine Action
A proibição do Palestine Action foi oficializada em 5 de julho e transformou o coletivo — conhecido por invadir instalações de empresas que fabricam armas destinadas a Israel — no primeiro grupo de protesto de ação direta a ser enquadrado pela Lei Antiterrorismo do Reino Unido.
A partir da nova designação, ser membro ou demonstrar apoio ao grupo passou a ser crime, com penas que podem chegar a 14 anos de prisão.
A decisão foi tomada após o grupo invadir a base da RAF Brize Norton, em junho, e pintar dois aviões militares Voyager. A ação foi assumida publicamente pelo Palestine Action.
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