Mais de 290 mortos em acidente aéreo na Índia, diz polícia
Segundo as autoridades indianas, pelo menos um passageiro da aeronave sobreviveu
Subiu para 294 o número de mortos em decorrência da queda do Boeing 787‑8 Dreamliner, da Air India, em Ahmedabad, no oeste da Índia, ocorrida nesta quinta-feira, 12.
Entre os mortos estão pessoas que estavam em solo e na aeronave.
“Aproximadamente 294 pessoas morreram. Isso inclui alguns estudantes, pois o avião caiu no prédio onde estavam hospedados”, disse Vidhi Chaudhary, um alto oficial da polícia estadual.
A aeronave, que caiu pouco depois de decolar do Aeroporto Internacional de Ahmedabad, no estado de Gujarat, tinha 242 pessoas a bordo. Ao tocar o solo, ela atingiu um alojamento de uma faculdade de medicina.
Vijay Rupani, ex-ministro-chefe do estado de Gujarat, foi confirmado como uma das vítimas.
A Air India informou que 169 passageiros eram cidadãos indianos, 53 britânicos, sete portugueses e um canadense.
Sobrevivente
Segundo a polícia indiana, pelo menos um passageiro sobreviveu.
Ramesh Viswashkumar, de 40 anos, ocupava o assento 11A.
“Tudo aconteceu muito rápido”, disse Viswashkumar ao jornal Hindustan Times.
“Quando me levantei, havia corpos ao meu redor. Fiquei com medo. Levantei-me e corri. Havia pedaços do avião ao meu redor”, continuou ele. “Alguém me agarrou, me colocou em uma ambulância e me levou para o hospital.”
Investigação
O ministro da Aviação Civil da Índia, Ram Mohan Naidu Kinjarapu, anunciou o início de uma investigação formal sobre a tragédia aérea.
“Após o trágico incidente em Ahmedabad, uma investigação formal foi iniciada pelo Aircraft Accident Investigation Bureau (AAIB), em conformidade com os protocolos internacionais definidos pela Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO).
Além disso, o governo está constituindo uma comissão de alto nível composta por especialistas de diversas áreas para analisar o assunto em detalhes. A comissão trabalhará para fortalecer a segurança da aviação e prevenir incidentes semelhantes no futuro.”
A Boeing, fabricante do avião, participa da investigação. Técnicos recolheram as caixas-pretas da aeronave, fabricada em 2013.
Este é o primeiro acidente fatal com esse modelo desde sua entrada em operação.
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