Maduro segue Lula e vai a Moscou para celebração com Putin
Ditador da Venezuela viaja para Rússia em maio para participar das celebrações pelo Dia da Vitória sobre a Alemanha nazista
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, vai visitar Moscou em maio para participar das celebrações pelo Dia da Vitória sobre a Alemanha nazista, comemorado tradicionalmente no dia 9.
A informação foi confirmada nesta sexta-feira, 11, pelo ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergey Lavrov.
“O encontro de hoje é uma boa oportunidade para trocar impressões antes da visita do presidente Maduro, que estará conosco em 9 de maio”, afirmou Lavrov durante reunião com o chanceler venezuelano, Yván Gil, durante o Fórum Diplomático de Antália, na Turquia.
O regime venezuelano já havia informado que Maduro planeja visitar a Rússia “em breve” para assinar um acordo bilateral com Vladimir Putin.
No mês passado, Putin convidou formalmente Maduro a visitar Moscou “quando lhe for conveniente”, para firmar um tratado de parceria estratégica entre os dois países e participar da cerimônia pelos 80 anos da vitória soviética na Segunda Guerra Mundial.
Putin foi um dos primeiros líderes a parabenizar Maduro por sua controversa reeleição nas eleições de 28 de julho de 2024 — resultado rejeitado por países ocidentais, que pediram mais transparência ao sistema eleitoral venezuelano.
Em outubro do ano passado, Maduro já havia visitado a Rússia para participar da cúpula do BRICS, realizada em Kazan. Na ocasião, a Venezuela tentou aderir ao grupo, mas teve o pedido barrado pelo Brasil, que se opôs à entrada do país como membro associado.
Lula e Putin vão matar a saudade
A Secretaria de Comunicação da Presidência da República, Secom, confirmou que “está prevista a ida do presidente” Lula para Moscou em 8 de maio, para a comemoração do 80º aniversário do Dia da Vitória.
Será a primeira vez que um presidente brasileiro se encontrará pessoalmente com o ditador russo Vladimir Putin desde a invasão da Ucrânia em 24 de fevereiro de 2022.
Desde o início da guerra, o brasileiro tem dado seguidas declarações favoráveis a Putin e criticando o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.
Quando ainda era candidato, Lula disse em entrevista para a revista Time que Zelensky “quis a guerra“. Um aperto de mão entre os dois chefes de governo quase ocorreu no ano passado, em uma reunião dos Brics em Kazan, mas Lula cancelou a viagem pouco antes por questões de saúde.
Lula assumiu a Presidência do Brasil em janeiro de 2023, quando a guerra já tinha se iniciado.
Após o início da guerra, os governantes das principais democracias do mundo congelaram as relações com Putin e apoiaram as sanções econômicas contra o país.
Putin também foi alvo de um mandado de prisão do Tribunal Penal Internacional, o TPI.
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