Maduro se reúne com enviado especial da China em Caracas
O encontro na capital venezuelana ocorre num momento em que Donald Trump faz pressão contra o governo de Nicolás Maduro
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro, se reuniu nesta sexta-feira, 2, no Palácio de Miraflores, em Caracas, com o enviado especial do presidente da China, Xi Jinping, Qiu Xiaoqi. Segundo a rede de televisão do governo venezuelano, o objetivo do encontro foi fortalecer as relações diplomáticas entre as duas nações e consolidar a nova ordem mundial multipolar.
“Este encontro ocorre num contexto geopolítico crucial, em que a China e a Venezuela mantêm uma firme posição de resistência contra medidas coercitivas unilaterais e estão comprometidas com o desenvolvimento soberano dos povos do Sul Global”, acrescentou a emissora.
A reunião ocorre num momento em que o governo dos Estados Unidos faz pressão contra o governo de Nicolás Maduro. Na quarta-feira, 31, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos Estados Unidos aplicou sanções contra quatro empresas e quatro embarcações envolvidas no comércio de petróleo da Venezuela. O anúncio foi feito pelo departamento.
“Hoje, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros do Departamento do Tesouro dos EUA tomou medidas de sanções contra empresas e embarcações associadas à frota paralela que serve a Venezuela, a qual continua a fornecer recursos financeiros que alimentam o regime narcoterrorista ilegítimo de [Nicolás] Maduro. A ação de hoje sinaliza, mais uma vez, que os envolvidos no comércio de petróleo venezuelano continuam a enfrentar riscos significativos de sanções”, disse o comunicado.
Foram alvos das sanções as empresas Aries Global Investment LTD, Corniola Limited, Krape Myrtle Co LTD e a Winky International Limited, que atuam no transporte de petróleo, e quatro navios petroleiros.
“O presidente Trump foi claro: não permitiremos que o regime ilegítimo de Maduro lucre com a exportação de petróleo enquanto inunda os Estados Unidos com drogas mortais. O Departamento do Tesouro continuará a implementar a campanha de pressão do presidente Trump sobre o regime de Maduro”, afirmou o secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, ao comentar a aplicação das sanções.
Na última segunda-feira, 29, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que o país “atacou” uma área na Venezuela onde barcos são carregados com drogas. Trata-se da primeira vez que os EUA realizaram uma operação terrestre na nação sul-americana desde o início da campanha de pressão contra o governo de Maduro.
A CNN noticiou que o ataque foi executado pela Agência Central de Inteligência (CIA). Segundo a emissora, a ação com drone teve como alvo um cais remoto na costa venezuelana que o governo dos EUA acreditava ser usado pela gangue Tren de Aragua para armazenar drogas e transferi-las para barcos antes de enviá-las ao país.
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