Maduro ordena “mobilização permanente” em seis estados da Venezuela
Ditador pede que civis e militares se mantenham nas ruas com “fervor patriótico” para enfrentar o que chamou de “barcos imperialistas”
O ditador da Venezuela, Nicolás Maduro (foto), convocou neste sábado, 15, uma mobilização permanente nas seis regiões orientais do país após a decisão dos Estados Unidos de retomar exercícios militares em Trinidad e Tobago.
Durante um ato político em Caracas, Maduro pediu que “todas as forças populares, sociais, políticas, militares e policiais” se mantenham nas ruas, com “fervor patriótico”, para enfrentar o que chamou de “barcos imperialistas” e “ameaças militares”.
Ele afirmou que as atividades americanas em águas trinitárias representam “exercícios irresponsáveis”.
O regime chavista quer concentração especial nos estados de Bolívar, Delta Amacuro, Monagas, Anzoátegui, Nueva Esparta e Sucre, este último perto da ilha de Trinidad.
Maduro orientou atuação conjunta das bases civis e das forças armadas “com a bandeira da Venezuela em alto”.
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Trinidad e Tobago
Ao criticar o governo trinitário, o líder venezuelano afirmou:
“O governo de Trinidad e Tobago anunciou novamente exercícios irresponsáveis, cedendo suas águas em frente à costa do Estado de Sucre para exercícios militares que pretendem ser ameaçadores para uma república como a Venezuela, que não se deixa ameaçar por ninguém. (…) O povo de Trinidad e Tobago verá se continua suportando que utilizem suas águas e suas terras para ameaçar gravemente a paz do Caribe.”
No discurso, Maduro voltou-se contra Washington:
“O governo dos Estados Unidos pretende bombardear e invadir um povo cristão, o nosso povo, o que é isso? (…) vocês querem vir matar um povo cristão aqui na América do Sul?”, questionou.
A movimentação ganhou força após o ministro de Relações Exteriores de Trinidad e Tobago, Sean Sobers, confirmar que a Marinha dos Estados Unidos permanecerá no arquipélago para novos exercícios com a Força de Defesa Trinitária.
Caracas está há três meses em estado de mobilização militar e alega enfrentar uma “ameaça” direta dos Estados Unidos desde o aumento da presença naval e aérea americana no Caribe.
O chavismo acusa Washington de tentar “desencadear ações violentas e semear um conflito” por meio da operação ‘Lança do Sul’, voltada ao combate ao narcotráfico.
Na sexta-feira, o presidente americano Donald Trump disse que “de certo modo” já tomou uma decisão sobre os próximos passos em relação à crise venezuelana.
“Não posso dizer qual é, mas avançamos muito com a Venezuela no que diz respeito a deter o fluxo de drogas.”
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USS Gerald R. Ford
O USS Gerald R. Ford entrou na terça, 11, na área de responsabilidade do Comando Sul dos Estados Unidos (USSOUTHCOM), zona que abrange a América Latina.
A chegada do grupo naval ocorre após o secretário de Guerra ter determinado que o porta-aviões apoiasse a diretriz do presidente Trump de desmantelar Organizações Criminosas Transnacionais e combater o narcoterrorismo.
O grupo de ataque do USS Gerald R. Ford conta com mais de 4 mil marinheiros e dezenas de aeronaves táticas a bordo.
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Comentários (2)
Marian
16.11.2025 18:10Então irá fugir pelo caminho oposto. Tão previsível
Vitor Carlos Marcati
16.11.2025 10:47A água tá batendo na bunda do bigode, quero ver quem vai sair na rua pra defender esse m…, sua hora está chegando…