Macron promete recuperar joias roubadas do Louvre
Polícia investiga se roubo foi encomendado e governo admite falha grave na segurança do museu
O governo francês mobilizou forças policiais após o roubo cinematográfico de joias históricas no Museu do Louvre, em Paris.
O crime ocorreu na manhã de domingo, 19, e durou menos de sete minutos. Quatro homens mascarados invadiram a galeria Apolo, cortaram uma janela com serras elétricas e quebraram vitrines para levar oito peças do século XIX.
O presidente Emmanuel Macron prometeu que “as obras serão recuperadas e os responsáveis levados à Justiça”. O ministro do Interior, Laurent Nuñez, classificou o roubo como “extremamente profissional” e disse que os criminosos “sabiam exatamente o que estavam fazendo”.
Entre os itens levados estão joias das rainhas Maria Amélia e Hortênsia e uma tiara da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III. A coroa da imperatriz, com 1.354 diamantes e 56 esmeraldas, caiu durante a fuga e foi recuperada danificada nos arredores do museu.
A procuradora de Paris, Laure Beccuau, disse que a investigação considera a hipótese de o crime ter sido encomendado por um colecionador. Sessenta investigadores da Brigada de Repressão ao Banditismo analisam imagens e rastros de DNA encontrados no local.
O Museu do Louvre, o mais visitado do mundo, ficou fechado no domingo e na segunda. O Ministério da Cultura chamou o ataque de “brutal e meticulosamente planejado”. Nenhum suspeito foi preso até agora.
Sindicatos de funcionários afirmam que alertas sobre falhas na vigilância vinham sendo ignorados havia meses. Segundo o sindicato Solidaires, o roubo expôs “uma vulnerabilidade estrutural” agravada por cortes de pessoal.
O partido Reunião Nacional chamou o episódio de “humilhação nacional”. Já o ministro da Justiça, Gérald Darmanin, admitiu que o crime “manchou a imagem da França” e disse que medidas urgentes serão adotadas para reforçar a segurança dos museus públicos.
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