Macron, Meloni e Starmer vão ao Egito para formalizar plano de paz em Gaza
Encontro presidido por Donald Trump e pelo presidente egípcio ocorre três dias após entrada em vigor do cessar-fogo entre Israel e o Hamas
Líderes de mais de vinte países se reunirão na segunda-feira, 13, em Sharm el-Sheikh, no Egito, para a assinatura de um plano de paz que visa encerrar a guerra na Faixa de Gaza. O encontro, presidido por Donald Trump e pelo presidente egípcio, Abdel Fattah al-Sisi, ocorre três dias após a entrada em vigor do cessar-fogo entre Israel e o Hamas.
O presidente francês Emmanuel Macron confirmou presença no evento e, segundo o Palácio do Eliseu, pretende “expressar seu total apoio à implementação do acordo”.
O primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, também participará e fará “uma homenagem especial” a Trump, de acordo com Downing Street.
Estão confirmadas ainda as presenças do chefe de governo espanhol Pedro Sánchez, da primeira-ministra italiana Giorgia Meloni e do secretário-geral da ONU, António Guterres.
A cúpula, segundo o governo egípcio, tem como objetivo “encerrar a guerra na Faixa de Gaza, reforçar os esforços de paz e estabilidade no Oriente Médio e abrir uma nova página na segurança e estabilidade regionais”.
O plano de paz a ser assinado foi mediado por Trump após negociações indiretas no Egito e estabelece um cronograma em fases para o cessar-fogo, a troca de reféns e a ampliação da ajuda humanitária.
De acordo com o acordo, o Hamas deve libertar até o meio-dia de segunda-feira todos os reféns israelenses que permanecem em Gaza — incluindo vinte pessoas que ainda estão vivas e os restos mortais de até vinte e oito reféns mortos.
Em contrapartida, Israel deverá libertar cerca de 250 prisioneiros palestinos e 1.700 detidos durante as operações militares no enclave.
As próximas etapas do acordo ainda serão discutidas e devem abordar pontos sensíveis, como a governança de Gaza, o grau de retirada das tropas israelenses e o futuro do Hamas.
“A cerimônia de assinatura marcará um ponto histórico de virada para a região após dois anos de conflito e derramamento de sangue”, afirmou Downing Street.
Já Meloni afirmou recentemente na ONU que não se oporia ao reconhecimento de um Estado palestino sob duas condições: a libertação dos reféns e a exclusão do Hamas de um eventual governo.
O cessar-fogo em vigor foi aprovado na quinta-feira pelo gabinete israelense e contou com a mediação conjunta de Estados Unidos, Egito e Catar.
O Exército de Israel confirmou que retirou parte de suas tropas de Gaza, embora ainda mantenha controle sobre metade do território.
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