Macron endurece medidas contra antissemitismo na França
Anúncio foi feito às vésperas do reconhecimento do Estado da Palestina pela França e outros países
O presidente da França, Emmanuel Macron (foto), determinou o fortalecimento das medidas de combate ao antissemitismo no país. A decisão foi anunciada em publicação no X:
“Conheço as preocupações dos judeus franceses.
Ansiedade, solidão, medo: esta semana, mais uma vez, eles me contaram como suas vidas mudaram desde 7 de outubro. Também me expressaram sua demanda por justiça e proteção”, escreveu Macron.
“Solicitei ao Ministro da Justiça que instrua os promotores a aprimorar ainda mais a resposta do sistema judiciário ao antissemitismo e suas novas formas.
Duas palavras de ordem: vigilância absoluta e resposta imediata, para identificar e punir com firmeza os perpetradores de atos antissemitas.
Diante do ódio, a República sempre terá a palavra final. A Nação sempre estará mobilizada.”
Reconhecimento do Estado da Palestina
Dez países, entre eles a França, reconhecerão o Estado palestino na próxima segunda-feira, 22, em conferência à margem da Assembleia-Geral da ONU.
Segundo a presidência francesa, esses países são: Andorra, Austrália, Bélgica, Canadá, Luxemburgo, Portugal, Malta, Reino Unido e San Marino.
Macron tem recebido críticas pela movimentação, que ele considera estratégica para a promoção da solução de dois Estados no conflito do Oriente Médio.
Nesta sexta-feira, o presidente francês se encontrou com Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, e hoje com o príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman.
ONU aprova resolução
A ONU (Organização das Nações Unidas) aprovou em 12 de setembro uma resolução que defende a criação de dois Estados como solução para o conflito entre Israel e Palestina.
O texto, proposto pela França e Arábia Saudita, exclui a participação do grupo terrorista Hamas.
“No contexto da finalização da guerra em Gaza, o Hamas deve deixar de exercer sua autoridade sobre a Faixa de Gaza e entregar suas armas à Autoridade Palestina, com o apoio e a colaboração da comunidade internacional, conforme o objetivo de um Estado palestino soberano e independente”, diz trecho da resolução.
A proposta foi aprovada por 142 países, com 10 votos contrários e 12 abstenções. Entre os que votaram contra estão os Estados Unidos e Israel.O porta-voz israelense do Ministério das Relações Exteriores, Oren Marmonstein, classificou a resolução como “vergonhosa”. Segundo ele, a medida não “favorece uma solução para a paz”, pois “encoraja o Hamas a continuar a guerra”.
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Comentários (1)
Renata De Paula Xavier Moro
20.09.2025 15:55E Hezbollah, Al Qaeda, Estado Islâmico e outros?