Macron critica política de Trump contra pesquisas
"Ninguém poderia imaginar que esta grande democracia do mundo, que depende tanto da ciência livre, cometeria tal erro", declarou Macron, na segunda-feira, 5 de maio, durante uma conferência na Sorbonne
Como parte da iniciativa “Escolha a Europa pela Ciência”, Emmanuel Macron denunciou na segunda-feira, 5, qualquer ditame que consista em dizer que um governo pode proibir “pesquisar isto ou aquilo”.
“Ninguém poderia imaginar que esta grande democracia do mundo, cujo modelo econômico depende tanto da ciência livre, cometeria tal erro”, declarou o Presidente da França, Emmanuel Macron, na segunda-feira, 5 de maio, durante uma conferência na Sorbonne destinada a atrair pesquisadores americanos “ameaçados”.
Macron e von der Leyen
Em um movimento estratégico para fortalecer a pesquisa científica na Europa, o presidente francês Emmanuel Macron anunciou um aporte adicional de 100 milhões de euros, destinado a atrair pesquisadores internacionais, especialmente os provenientes dos Estados Unidos.
Durante sua declaração, Macron enfatizou que “a Europa deve se tornar um refúgio” para a ciência e inovação.
Em consonância com essa iniciativa, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, revelou planos para a criação de uma nova alocação de 500 milhões de euros para o período entre 2025 e 2027. O objetivo é transformar a Europa em um polo atrativo para pesquisadores de diversas partes do mundo.
“Choose Europe for Science”
Von der Leyen expressou preocupação com o atual papel da ciência, destacando que os investimentos em pesquisa fundamental estão sendo questionados.
Em sua fala durante a conferência “Choose Europe for Science”, realizada em Paris, ela declarou: “Negar a importância da ciência é um erro colossal. A pesquisa é essencial para nosso futuro na Europa.”
O evento teve como foco principal atrair cientistas que enfrentam dificuldades devido às políticas restritivas da administração Trump nos EUA, que têm afetado tanto o financiamento quanto a concessão de vistos.
Macron reiterou a urgência dessa iniciativa ao mencionar as ameaças enfrentadas pelos pesquisadores e reafirmou seu compromisso em financiar o projeto através do programa de investimento público “França 2030”.
Ele ressaltou que a união entre os Estados membros da União Europeia deve ser fortalecida, visando alcançar uma meta ambiciosa de 3% do PIB investido em pesquisa e desenvolvimento até 2030.
A líder da Comissão Europeia também propôs medidas concretas para facilitar a entrada de pesquisadores qualificados na região:
“Queremos auxiliar instituições públicas e privadas no processo de aproximação com esses profissionais e simplificar o ingresso dos melhores talentos no território europeu”, afirmou von der Leyen.
Ela concluiu enfatizando que atrair os melhores pesquisadores do mundo é fundamental para extrair o potencial máximo da Europa.
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