Macron cobra “medidas fortes” contra Rússia após bombardeio em Sumy
"Todos sabem: esta guerra foi iniciada somente pela Rússia", escreveu o presidente francês
O presidente da França, Emmanuel Macron, defendeu neste domingo, 13, a adoção de “medidas fortes” para forçar a Rússia a aceitar um cessar-fogo na guerra contra a Ucrânia.
A declaração foi feita após um bombardeio russo na cidade ucraniana de Sumy. O ataque foi um dos mais letais contra civis desde o início do conflito, com ao menos 32 mortos, entre eles duas crianças, e cerca de 100 feridos.
“Todos sabem: esta guerra foi iniciada somente pela Rússia. E hoje, está claro que somente a Rússia escolhe continuá-la — com flagrante desrespeito às vidas humanas, ao direito internacional e aos esforços diplomáticos do Presidente Trump.
São necessárias medidas fortes para impor um cessar-fogo à Rússia. A França está trabalhando incansavelmente para atingir esse objetivo, juntamente com seus parceiros.
Às vítimas, aos feridos e a toda a Ucrânia que continua resistindo: nossa solidariedade, nosso respeito, nosso compromisso inabalável.”
Macron também citou ataques anteriores, como o que matou 20 pessoas — incluindo nove crianças — na cidade natal do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, e disse que “ações enérgicas” serão necessárias se Moscou continuar rejeitando a paz.
“A Rússia continua a guerra com intensidade renovada, sem consideração pelos civis”, afirmou.
Ataque no Domingo de Ramos
O ataque em Sumy aconteceu no início da manhã de domingo, quando fiéis se dirigiam às igrejas para as celebrações do Domingo de Ramos.
De acordo com autoridades ucranianas, dois mísseis balísticos do tipo Iskander-M atingiram a cidade, localizada a apenas 30 km da fronteira com a Rússia, onde vivem entre 250 mil e 300 mil pessoas. Um dos mísseis atingiu um trólebus, cuja explosão foi registrada por câmeras de veículos na região.
“O alvo foram apenas cidadãos comuns na rua”, disse Zelensky, ao reforçar que o bombardeio mostra por que a Rússia resiste a aceitar um cessar-fogo incondicional. Segundo ele, Moscou “quer preservar sua capacidade de atacar nossas cidades e portos pelo mar”.
O presidente ucraniano também afirmou que a Rússia tem intensificado os ataques aéreos e que a pressão internacional ainda é “insuficiente” para conter os bombardeios.
O bombardeio em Sumy também foi condenado pelo enviado americano a Kiev, o general Keith Kellogg, que classificou a ação como uma violação das normas básicas da guerra. “Como antigo líder militar, eu entendo de mira. E isso é errado”, escreveu.
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Comentários (2)
Clayton De Souza pontes
13.04.2025 14:27Infelizmente parece que só a escalada da guerra poderá reverter essa invasão russa. O Putin quer toda a Ucrânia e pode não parar aí
Denise Pereira da Silva
13.04.2025 13:02Palavras, só palavras, só bla, bla, bla. Nenhuma ação em prol da defesa da Ucrânia, nenhuma medida concreta contra as ações bélicas de Putin. A continuar assim, é questão de tempo para a Europa ser pouco a pouco dominada por Putin. Agora com a ajudinha do mercenário Trump. E a China fica só analisando, observando, para então agir quando lhe for mais conveniente.