Macron alerta para “escalada” após ataque ao Irã
Presidente francês afirmou que o regime iraniano precisa se engajar em negociações "para encerrar seus programas nucleares"
O presidente francês, Emmanuel Macron, alertou para o perigo de “uma escalada” após ataques israelenses em ação conjunta com os Estados Unidos na madrugada deste sábado, 28.
“O início de uma guerra entre os Estados Unidos, Israel e Irã tem sérias consequências para a paz e a segurança internacionais. Neste momento crucial, todas as medidas estão sendo tomadas para garantir a segurança do território nacional e de nossos compatriotas, bem como de nossos ativos no Oriente Médio. A França também está pronta para mobilizar os recursos necessários para proteger seus parceiros mais próximos, caso estes o solicitem. A escalada atual é perigosa para todos. Ela precisa parar.”
Segundo Macron, o regime iraniano precisa se engajar em negociações “para encerrar seus programas nucleares, bem como suas ações para desestabilizar a região.”
“Isso é absolutamente essencial para a segurança de todos no Oriente Médio. O povo iraniano também precisa ter a liberdade de construir seu futuro. Os massacres perpetrados pelo regime islâmico o desacreditam e tornam necessário que o povo tenha voz. Quanto antes, melhor. Fiel aos seus princípios e atenta às suas responsabilidades internacionais, a França apela a uma reunião urgente do Conselho de Segurança das Nações Unidas. Estou em contato próximo com os nossos parceiros europeus e com os nossos amigos no Médio Oriente”, finalizou.
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Khamenei eliminado?
Imagens de satélite divulgadas pelo The New York Times mostram danos extensos no complexo do líder supremo do Irã, Ali Khamenei, em Teerã.
As fotos, feitas pela Airbus na manhã de sábado, 28, indicam edifícios desabados e uma espessa coluna de fumaça no local, que funciona como residência oficial e centro de recepção de autoridades.
Segundo uma autoridade israelense, Khamenei estava entre os alvos da ofensiva, assim como outros integrantes do alto escalão iraniano. Os resultados da operação, porém, ainda não estão claros. As Forças Armadas de Israel não confirmam oficialmente se o aiatolá foi alvo da operação.
Objetivos da ofensiva
De acordo com um funcionário israelense, a atual operação busca “uma mudança maior” do que a registrada em junho do ano passado, quando instalações nucleares foram atingidas.
“Na operação Linha Ascendente, conseguimos detê-los no limiar, impedindo que avançassem para um ponto perigoso demais. Agora, estamos operando para fazer uma mudança maior, que dure anos, para impedi-los de levar adiante seus planos. Estamos mirando suas capacidades militares, suas capacidades terroristas e os grupos aliados”, disse.
Ele citou nominalmente o Hezbollah, no Líbano, o Hamas, em Gaza, e os houthis, no Iêmen, como parte da estratégia iraniana na região.
Segundo o porta-voz, Teerã teria destinado entre US$ 700 milhões e US$ 900 milhões a esses aliados no último ano, principalmente ao Hezbollah.
“Enquanto as pessoas no Irã não têm o que beber, eles estão enviando dinheiro para seus aliados pelo Oriente Médio para garantir que mantenham a chama acesa do plano de de destruir o Estado de Israel”, afirmou.
As Forças Armadas israelenses afirmam que a ofensiva também responde ao avanço do programa de mísseis iraniano.
“Nossa inteligência identificou uma aceleração acentuada no programa de produção de mísseis do Irã, eles estão desenvolvendo dezenas de mísseis balísticos por mês e o ritmo de produção está cada vez mais rápido, chegando a milhares nos próximos anos.”
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu afirmou que a ação conjunta com Washington “criará as condições para que o corajoso povo iraniano tome as rédeas do seu destino” e exaltou a cooperação com os Estados Unidos como “um nível de coordenação e cooperação sem precedentes”.
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