Lula e Sheinbaum discutem proposta de Janja contra feminicídio
Presidentes do Brasil e do México tratam de cooperação bilateral e também de projetos entre estatais de energia
Os presidentes Luiz Inácio Lula da Silva e Claudia Sheinbaum conversaram por videoconferência nesta quinta-feira, 13, sobre parcerias entre Brasil e México.
Na pauta, uma proposta da primeira-dama Janja Lula da Silva para enfrentamento do feminicídio em âmbito internacional, além de projetos conjuntos entre as estatais petrolíferas dos dois países.
Petrobras e Pemex
Segundo nota divulgada pelo governo brasileiro, a sugestão de Janja teve boa recepção por parte da mandatária mexicana. Os líderes também abordaram a expectativa de cooperação entre a Petrobras e a Pemex, estatal de petróleo do México.
De acordo com o comunicado, os dois presidentes “expressaram a expectativa de que projetos conjuntos entre as duas empresas se iniciem em breve”. O texto acrescenta que, diante de acordos comerciais considerados abaixo do potencial da relação bilateral, Lula “reiterou o interesse brasileiro de dar seguimento ao cronograma de negociações”.
A nota destaca ainda que “o presidente Lula reafirmou a importância estratégica da parceria bilateral, recordando que Brasil e México constituem as maiores economias da América Latina”.
Contexto regional
Sheinbaum figura como uma das poucas líderes latino-americanas ainda próximas ao petista, em meio ao avanço de governos de direita em países vizinhos ao Brasil. No fim do ano passado, a presidente mexicana já havia solicitado apoio brasileiro para produção de etanol, com o objetivo de suprir demanda interna do país e sustentar programas sociais voltados a combate à fome e à pobreza.
Os dois mandatários reiteraram também apoio à candidatura da ex-presidente chilena Michelle Bachelet à Secretaria-Geral da ONU. Segundo o governo, ambos “saudaram o bom momento vivido pelos dois países” e se comprometeram a manter contatos de alto nível sobre temas de interesse comum.
O diálogo ocorre em meio a esforços do governo brasileiro para estreitar laços com parceiros comerciais tradicionais, como México e China, após nova rodada de tarifas impostas pelos Estados Unidos a produtos brasileiros.
Por causa do calendário eleitoral, Lula deve reduzir a prioridade de agendas internacionais neste período, mantendo contatos por telefone com outros líderes mundiais.
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