Lula e Petro manifestaram “grande preocupação” com Venezuela
Em nota, Planalto informou que petista e o presidente colombiano "saudaram" anúncio sobre libertação de presos políticos
O Palácio do Planalto divulgou uma nota oficial nesta quinta-feira, 8, sobre uma ligação telefônica entre o presidente Lula (PT) e o presidente colombiano, Gustavo Petro, para tratar do cenário na Venezuela.
No comunicado, o governo brasileiro afirma que os dois líderes “manifestaram grande preocupação com o uso da força contra um país sul-americano, em violação ao direito internacional, à Carta das Nações Unidas e à soberania da Venezuela.”
“E destacaram que tais ações constituem um precedente extremamente perigoso para a paz e a segurança regionais e para a ordem internacional”, diz trecho.
Presos políticos
Segundo o texto, Lula e Petro – que nunca se preocuparam com a situação dos presos políticos venezuelanos – celebraram o anúncio do presidente da Assembleia Nacional, Jorge Rodríguez, sobre o início da libertação das pessoas detidas injustamente.
“Saudaram, nesse sentido, o anúncio feito na tarde desta quinta-feira pelo presidente da Assembleia Nacional da Venezuela de liberação de presos nacionais e estrangeiros”, afirma.
Ainda de acordo com a nota, os presidentes concordaram que “a situação na Venezuela deve ser resolvida exclusivamente por meios pacíficos, por meio da negociação e do respeito à vontade do povo venezuelano”.
O comunicado informa também que, a pedido da Venezuela, Lula enviará 40 toneladas de insumos e medicamentos “para reabastecer o estoque de produtos e soluções para diálise que estavam em um centro de abastecimento atingido pelos bombardeios do último dia 3 de janeiro.”
Aliança com Trump
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e Petro, concordaram em realizar ações conjuntas contra o Exército de Libertação Nacional (ELN), principal guerrilha colombiana em atividade.
A informação foi confirmada pelo ministro do Interior da Colômbia, Armando Benedetti, após uma ligação telefônica entre os presidentes na noite de quarta-feira, 7.
Segundo Bendetti, Petro e Trump “se comprometeram a fazer ações conjuntas” contra o ELN.
Em dezembro, a guerrilha ordenou o confinamento de civis em áreas sob seu controle, em uma ação classificada pelo próprio grupo como uma “greve armada”, apresentada como resposta às supostas “ameaças de intervenção” feitas por Trump.
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