Lula e Merz defendem diplomacia e rejeitam uso da força em conflitos globais
Em nota conjunta, líderes expressam preocupação com Ucrânia e Oriente Médio
O presidente Lula (PT) e o chanceler alemão, Friedrich Merz, divulgaram um comunicado nesta segunda-feira, 20, rejeitando o “uso da força” contra a “independência política e territorial” de qualquer Estado.
Na nota, os dois líderes manifestaram preocupação com as guerras na Ucrânia e no Oriente Médio.
“Em vista dos atuais desdobramentos geopolíticos, ambos os parceiros enfatizaram a importância do diálogo, da compreensão mútua e da cooperação para enfrentar os desafios globais. Brasil e Alemanha estão unidos na firme convicção de que as disputas devem ser resolvidas por meios pacíficos e com o concurso da diplomacia, em plena conformidade com os propósitos e princípios da Carta das Nações Unidas, rejeitando a ameaça ou o uso da força contra a independência política e a integridade territorial de qualquer Estado, assim como outras formas de coerção. Os dois líderes reiteraram sua profunda preocupação com a guerra em curso na Ucrânia e saudaram os esforços para uma paz negociada abrangente, justa e duradoura.“
Lula e Merz também abordam a situação no Oriente Médio, com menção aos impactos sobre a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz. Brasil e Alemanha afirmam apoiar avanços rumo a uma solução negociada para o Irã.
“Ambos os governos compartilharam profunda preocupação com os conflitos em curso no Oriente Médio, incluindo o impacto sobre a liberdade de navegação no Estreito de Ormuz. Brasil e Alemanha encorajaram decididamente o progresso rumo a uma solução negociada substantiva sobre o Irã. Esses conflitos causam imenso sofrimento humano, consequências humanitárias e impactos globais negativos, inclusive por meio da perturbação dos mercados globais de energia.”
Os líderes se reuniram nesta segunda, 30, em Hannover, na Alemanha. Após a reunião bilateral, os representantes dos países assinaram acordos de cooperação em diversas áreas, entre elas a militar.
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