Lula acusa Israel de “extermínio” em Gaza
Presidente brasileiro afirma que atuação de Tel Aviv em Gaza configura extermínio e busca minar o sonho de nação palestina
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou as operações militares de Israel na Faixa de Gaza, classificando-as como o “extermínio do povo palestino”. A declaração foi feita nesta segunda-feira, 22, durante a conferência sobre a solução de dois Estados na sede da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York.
O pronunciamento, com duração de menos de cinco minutos, elevou a pressão diplomática internacional ao afirmar que as ações israelenses querem acabar com a aspiração palestina de ter uma nação soberana.
Lula, em sua fala, defendeu que a atuação de Tel Aviv em Gaza representa não apenas a eliminação da população local, mas também uma tentativa de suprimir a possibilidade de estabelecimento de um Estado palestino. O presidente argumentou que as iniciativas de Israel representam uma “limpeza étnica em tempo real”. O tema central do discurso foi a Guerra no Oriente Médio.
Condenação de Israel e defesa da Palestina
Lula afirmou que “o que esta acontecendo em Gaza não é só o extermínio do povo palestino, mas uma tentativa de aniquilamento de seu sonho de nação. Tanto Israel quanto a Palestina têm direito de existir”.
O encontro diplomático, que discutia o modelo de dois Estados como via de resolução, foi marcado por um boicote. Tanto Israel quanto os Estados Unidos optaram por não comparecer ao evento realizado em Nova York.
Lula resgata histórico diplomático e pretende “dar aula” sobre Estado
Lula buscou ancorar sua crítica em bases históricas, resgatando o plano de partilha da Palestina, adotado há 78 anos em uma sessão na ONU. Ele lembrou que aquela sessão foi presidida pelo brasileiro Oswaldo Aranha. O mandatário salientou que, naquele momento histórico, surgiu a perspectiva de duas nações distintas. Contudo, o presidente assinalou que apenas um Estado se materializou desde então.
O brasileiro dissertou sobre o conceito de Estado. Ele explicou que a formação de um Estado se sustenta sobre três elementos fundamentais: o território, a população e o governo. No caso específico da Palestina, esses três pilares estão sendo minados de maneira contínua e organizada. Essa sistemática dilapidação compromete a soberania futura da região.
O posicionamento do Brasil acontece em um momento em que a guerra Israel-Hamas domina a agenda diplomática mundial. O Itamaraty segue monitorando a escalada da crise.
Outras nações formalizaram apoio à causa palestina. A França acaba de declarar o reconhecimento oficial do Estado da Palestina. Além disso, houve manifestações de solidariedade, como a greve nacional na Itália, que reuniu milhares de pessoas em defesa da Palestina. Relatos apontam também para tensões na Cisjordânia, com invasão de universidades por parte do Exército de Israel.
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Comentários (2)
Marian
22.09.2025 19:58Deveria se preocupar com a guerra urbana sofrida pela própria população, que padece dia a dia. A propósito, em Gaza foram cerca 65 mil mortos desde novembro de 2023 até agora , e no Brasil? É duas vezes ou mais esse triste número, no barato. Onde está o genocídio? Há que se ter autoridade moral para criticar.
Cético
22.09.2025 18:40Como até relógio quebrado acerta a hora 2 vezes , Lula está correto. E ele não está sozinho . A maioria das nações concorda que Israel está agindo para exterminar e/ou expulsar o povo palestino. Israel committing genocide in Gaza, world's leading experts say https://www.bbc.com/news/articles/cde3eyzdr63o