Líderes mundiais condenam ataque em jantar com Trump
Netanyahu, Macron, Starmer e Meloni citam risco à democracia; presidente dos EUA e Melania foram retirados às pressas do evento
Líderes mundiais condenaram o ataque a tiros que interrompeu, na noite deste sábado, 25, o jantar de correspondentes da Casa Branca, em Washington. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e a primeira-dama, Melania Trump, foram retirados às pressas do local.
O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou que ele e sua esposa ficaram “chocados” com o ocorrido e disse estar “aliviado que o Presidente e a Primeira-Dama estão seguros e fortes”.
“Enviamos nossos votos de uma recuperação plena e rápida ao policial ferido e saudamos o Serviço Secreto dos EUA por sua ação rápida e decisiva.”
O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, também se disse “chocado” e acrescentou que “qualquer ataque às instituições democráticas ou à liberdade de imprensa deve ser condenado nos termos mais veementes possíveis”.
O presidente da França, Emmanuel Macron, classificou o episódio como “inaceitável” e ofereceu “apoio total” a Trump.
A primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni, afirmou que “nenhum ódio político pode encontrar espaço em nossas democracias”.
“Não permitiremos que o fanatismo envenene os espaços de debate livre e informação. A defesa da cultura do confronto deve permanecer o baluarte intransponível contra qualquer deriva intolerante para salvaguardar os valores que fundam nossas nações.”
A líder da Venezuela, Delcy Rodríguez, escreveu:
“Condenamos a tentativa de agressão contra o presidente Donald Trump e sua esposa, Melania.”
A presidente do México, Claudia Sheinbaum, afirmou: “A violência nunca deve ser a resposta”.
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que “a violência não tem lugar na política, nunca”, e agradeceu “a rápida ação da polícia e dos socorristas para garantir a segurança dos convidados”.
O primeiro-ministro da Espanha, Pedro Sánchez, afirmou que seu país “condena o ataque que ocorreu esta noite contra o presidente Trump”.
“A violência nunca é o caminho. A humanidade só avançará por meio da democracia, convivência e paz.”
O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, disse estar “profundamente chocado pelo incidente violento” e classificou a violência política como uma “grave ameaça que mina os próprios fundamentos da democracia e nunca pode ser justificada”.
O primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, afirmou estar aliviado com a segurança de Trump e demais autoridades.
“Estendo meus melhores votos para sua segurança e bem-estar contínuos. A violência não tem lugar em uma democracia e deve ser inequivocamente condenada.”
O primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, disse: “A violência política não tem lugar em nenhuma democracia e meus pensamentos estão com todos aqueles que ficaram abalados por este evento perturbador.”
Quem é o atirador?
O homem acusado de abrir fogo durante o jantar dos correspondentes da Casa Branca, realizado no Washington Hilton, foi identificado como Cole Thomas Allen, de 31 anos, natural de Torrance, na Califórnia.
Colle Allen é descrito em registros públicos como cientista da computação e desenvolvedor de jogos eletrônicos. Segundo perfis profissionais e registros acadêmicos, ele atua na área de tecnologia e projetos ligados à programação e games.
Durante o jantar em Washington, Allen teria avançado sobre um ponto de controle do Serviço Secreto munido de várias armas. Ele disparou contra um agente, que usava colete à prova de balas e sobreviveu.
Segundo o chefe interino da polícia de Washington, Jeffery Carroll, o suspeito portava “uma espingarda, uma pistola e múltiplas facas”.As autoridades afirmam que, até o momento, a investigação indica que ele agiu sozinho. O próprio presidente Donald Trump afirmou acreditar que ele era um “lobo solitário”.
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