Líderes internacionais condenam plano de deslocamento forçado de palestinos
O plano anunciado pelo presidente americano Donald Trump recebeu respostas duras de países e organizações ao redor do mundo
O plano anunciado pelo presidente americano Donald Trump, que propõe reassentar palestinos fora da Faixa de Gaza e assumir o controle da região, recebeu respostas duras de países e organizações ao redor do mundo.
“Ter aquele pedaço de terra, desenvolvê-lo, criar milhares de empregos. Vai ser realmente magnífico”, disse Trump. “É um local em escombros. Se pudéssemos encontrar o pedaço certo de terra, ou vários pedaços de terra, e construir alguns lugares realmente bons com bastante dinheiro na região [para os palestinos], aí sim. Acho que seria muito melhor do que voltar para Gaza”, concluiu.
A Arábia Saudita foi categórica ao afirmar que “rejeita qualquer tentativa de deslocamento dos palestinos de suas terras”, segundo o Ministério das Relações Exteriores, com o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman reafirmando a posição de forma “clara e explícita”
A Alemanha também se opôs ao plano, com a ministra das Relações Exteriores Annalena Baerbock destacando que “a Faixa de Gaza pertence aos palestinos, e a expulsão seria inaceitável e contrária ao direito internacional”.
Ela alertou que isso “levaria a novos sofrimentos e ódio”. No mesmo tom, o ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, David Lammy, reiterou: “Temos sido claros em nossa crença na solução de dois Estados. Os palestinos devem viver e prosperar em suas terras, em Gaza e na Cisjordânia”.
A França classificou o plano como uma “grave violação do direito internacional” e uma ameaça à estabilidade regional, incluindo para “nossos parceiros próximos, Egito e Jordânia”. O ministro espanhol José Manuel Albares foi enfático: “Gaza é a terra dos palestinos de Gaza, e eles devem permanecer lá”.
No Oriente Médio, a rejeição foi igualmente forte. O Egito enfatizou a importância de “seguir com projetos de recuperação em Gaza sem que os palestinos sejam deslocados”, segundo seu chanceler Badr Abdelatty.
O porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, reafirmou a posição da Rússia: “Acreditamos que um acordo no Oriente Médio só é possível com base na solução de dois Estados”. A China também pediu o retorno ao diálogo, afirmando que o foco deve ser “trazer a questão palestina de volta ao caminho certo com base na solução política de dois Estados”.
A resistência foi imediata entre os palestinos. O presidente Mahmoud Abbas declarou que “os palestinos não abrirão mão de sua terra, direitos e locais sagrados”. Sami Abu Zuhri, dirigente do Hamas, alertou que “nosso povo na Faixa de Gaza não permitirá que esses planos se concretizem”.
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Comentários (1)
Marcelo Augusto Monteiro Ferraz
05.02.2025 11:50Para variar, quem erra nas declarações sobre este e qualquer outro o assunto são o topetudo ignaro e o ventríloquo do Hitler do Kremlin!