Líderes europeus celebram acordo entre Ucrânia e EUA
Americanos e ucranianos concordaram com um cessar-fogo de 30 dias na guerra contra a Rússia
O acordo firmado entre autoridades ucranianas e representantes americanos para um possível cessar-fogo de 30 dias com a Rússia, ainda sem o aval de Moscou, foi celebrado por líderes europeus após a reunião desta terça-feira (11), na Arábia Saudita.
Segundo o primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, os termos assinados representam um “momento de paz na Ucrânia”.
“Este é um momento importante para a paz na Ucrânia, e todos nós devemos redobrar nossos esforços para alcançar uma paz duradoura e segura o mais rápido possível. Como as delegações dos EUA e da Ucrânia declararam, a bola está agora na quadra da Rússia“, escreveu em comunicado.
O presidente da França, Emmanuel Macron, afirmou que a “bola está na quadra da Rússia”, reproduzindo o que disse o secretário de estado americano, Marco Rubio, que esteve presente nas negociações de Riad.
“A França e seus parceiros continuam comprometidos com uma paz sólida e duradoura, apoiada por fortes garantias de segurança para a Ucrânia”, publicou no X.
O primeiro-ministro polonês, Donald Tusk, repercutiu a reunião em Riad.
Em publicação no X, Tusk escreveu: “Parece que os americanos e ucranianos deram um passo importante em direção à paz. E a Europa está pronta para ajudar a alcançar uma paz justa e duradoura“.
A Polônia tem sido o país que mais investiu em defesa, entre os europeus, nos últimos anos.
Tusk reafirma constantemente o posicionamento do país frente à invasão russa à Ucrânia.
“A guerra, a incerteza geopolítica e a nova corrida armamentista iniciada por Putin deixaram a Europa sem escolha. A Europa deve estar pronta para esta corrida, e a Rússia a perderá, como a União Soviética perdeu há 40 anos. A partir de hoje, a Europa se armará com mais sabedoria e rapidez do que a Rússia”, publicou Tusk no X na quinta-feira, 6 de março.
Da mesma forma, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que o acordo “é um passo positivo em frente que pode representar um passo em direção a uma paz abrangente, justa e duradoura para a Ucrânia. A bola está agora no campo da Rússia.”
Os países europeus têm sido fundamentais para a manutenção do apoio militar aos ucranianos, que, na última semana, viram o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspender o apoio.
A negociação desta terça, 11, serviu para a retomada do auxílio militar e do compartilhamento de inteligência com Kiev.
Leia mais: “Crusoé: O que a Ucrânia pediu aos EUA nas negociações?”
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