Líder do Hezbollah ameaça guerra civil no Líbano
"Este governo está implementando uma ordem israelense-americana para acabar com a resistência, mesmo que isso leve à guerra civil e à secessão interna", disse Naim Kassim
O líder do Hezbollah no Líbano, Naim Kassim, alertou para uma nova guerra civil caso o governo persista em seus planos de desarmar a milícia xiita pró-iraniana. Ele acusou o governo de Beirute de se tornar um braço direito de Israel e dos EUA.
“Este governo está implementando uma ordem israelense-americana para acabar com a resistência, mesmo que isso leve à guerra civil e à secessão interna”, disse Kassim em um discurso televisionado. Ele acrescentou: “Ou o Líbano permanece unido e nós permanecemos juntos – ou o caos se instalará.”
O governo libanês aceitou um plano dos EUA que prevê o desarmamento completo do Hezbollah até o final do ano.
O exército libanês deve definir exatamente como esse projeto extremamente difícil e politicamente arriscado será implementado até 31 de agosto. A milícia xiita só cooperará se Israel interromper seus ataques no Líbano e retirar suas tropas restantes do sul.
FDI afirma ter eliminado 240 terroristas do Hezbollah
Na última quarta-feira, 13 de agosto, o chefe do Estado-Maior das Forças de Defesa de Israel (FDI), Eyal Zamir, divulgou informações sobre as operações militares em curso no Líbano.
Desde a implementação do cessar-fogo, em 27 de novembro de 2024, Israel teria realizado cerca de 600 ataques aéreos, resultando na morte de aproximadamente 240 membros do grupo terrorista Hezbollah.
O comandante das FDI enfatizou que Israel adotou um “novo conceito estratégico”, caracterizado como “proativo”, permitindo ataques a países vizinhos quando surgem ameaças detectadas.
Segundo ele, essa abordagem tem sido crucial para neutralizar ações do Hezbollah, especialmente em relação à reconstrução de suas infraestruturas no território libanês.
As justificativas para as ações militares foram ligadas ao cumprimento dos termos do cessar-fogo, o qual, segundo Zamir, protege a segurança nacional israelense ao prevenir o rearmamento do Hezbollah.
“É nossa prerrogativa definir nossa segurança nacional conforme julgarmos necessário”, complementou o oficial.
Além das operações no Líbano, Zamir mencionou que Israel está também atuando em várias frentes, incluindo Gaza, Síria e Iémen, enquanto mantém vigilância sobre as atividades no Irã. Suas declarações ocorreram após a aprovação dos planos para uma ampliação da ofensiva em Gaza.
O cessar-fogo entre Israel e Hezbollah foi estabelecido para ser monitorado pelo governo libanês após um aumento significativo nos bombardeios israelenses contra o Líbano no final de setembro de 2023.
A situação na fronteira entre os dois países havia se intensificado desde 7 de outubro de 2023, quando o Hezbollah começou a realizar ataques contra Israel em apoio ao Hamas.
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