Lego constrói carros de F-1 em tamanho real que rodam de verdade
É o projeto mais ambicioso da marca em termos de escala e complexidade, segundo diretora de marketing
Em uma iniciativa que mistura o universo lúdico dos brinquedos com a velocidade da Fórmula 1, a fabricante dinamarquesa Lego apresentou, durante o Grande Prêmio de Miami, réplicas em tamanho real de carros da categoria. Diferente de modelos estáticos, estes veículos são totalmente funcionais, capazes de rodar de verdade, embora a uma velocidade modesta de até 20 km/h.
Construídos com aproximadamente 400 mil peças de Lego cada, totalizando cerca de quatro milhões para os dez modelos criados, a empreitada marca o início de uma parceria de vários anos entre a Lego e a Fórmula 1. O projeto foi apresentado em grande estilo com os 20 pilotos da temporada, incluindo nomes como Max Verstappen e Charles Leclerc, desfilando com os carros durante a tradicional parada.
Projeto ambicioso e cheio de desafios
Batizados de “big builds”, a criação desses dez modelos exigiu um esforço considerável, somando mais de 22 mil horas de montagem ao longo de oito meses. Este foi o projeto mais ambicioso da marca em termos de escala e complexidade, segundo Julia Goldin, diretora de marketing da Lego. Embora cada carro exiba as cores e o visual de suas respectivas equipes, todos compartilham uma estrutura, chassi e cabine comuns, preparados para percorrer uma volta completa no circuito.
Para que pudessem rodar, os modelos, que estão quase na escala 1:1, incorporaram componentes automotivos integrados à estrutura e utilizaram pneus originais da Pirelli. Marcel Šťastný, engenheiro-chefe do projeto, destacou essa particularidade: ao contrário de esculturas anteriores da Lego, como as do Aeroporto JFK ou do Museu da Volvo, os carros de F-1 foram feitos para rodar de verdade.
Evidentemente, existem diferenças marcantes entre as réplicas de Lego e os carros de Fórmula 1 genuínos. Enquanto um carro de F-1 atual alcança velocidades superiores a 320 km/h com motores potentes, os modelos de bloquinhos chegam a apenas 20 km/h.
Outra adaptação notável foi a capacidade de levar dois ocupantes, diferente dos monopostos de corrida. Essa modificação foi necessária para acomodar as duplas de pilotos durante o desfile no Grande Prêmio de Miami. A criação do espaço para dois ocupantes trouxe desafios de engenharia.
Como os pilotos não puderam testar os carros previamente, a equipe da Lego desenvolveu bancos e pedais ajustáveis para adaptar o cockpit às diferentes estaturas dos competidores. Simulações animadas e as medidas reais dos pilotos foram usadas para garantir o ajuste ideal no dia da apresentação. O projeto teve um cronograma apertado, tendo iniciado em agosto do ano anterior.
Lego amplia parcerias e renova público
A parceria estratégica entre a Lego e a Fórmula 1 reflete o crescimento do público de ambas as marcas, especialmente entre mulheres, crianças e famílias, um movimento que se acentuou desde a pandemia. A Fórmula 1 viu sua base de fãs expandir com séries como “Drive to Survive” na Netflix, enquanto a Lego se beneficiou do aumento do interesse em montar kits durante o isolamento, impulsionado por programas como “Lego Masters”.
Há um crescimento expressivo notado entre crianças de 8 a 12 anos. A criação dos carros de Lego também serve para promover a nova linha de produtos Speed Champions da marca. Embora o investimento na parceria não tenha sido divulgado, Julia Goldin afirmou que este projeto eleva o padrão, mas é apenas o começo de uma colaboração de longo prazo.
Segundo Jaclyn Trop, a proposta demonstra a ambição da Lego em projetos de grande escala e reforça o apelo crescente tanto da marca de brinquedos quanto da categoria de automobilismo.
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