Lavrov: “Qualquer agressão contra Rússia será respondida de forma decisiva”
Chanceler russo reafirma que país não tem intenção de atacar Otan, mas condiciona negociações sobre Ucrânia a garantias de segurança
O chanceler da Rússia, Sergei Lavrov (foto), afirmou neste sábado, 27, na Assembleia-Geral da ONU, que “qualquer agressão” contra seu país “será respondida de forma decisiva”.
Segundo o chanceler, “a Rússia está sendo acusada de planejar atacar a Otan e países da União Europeia. O presidente Putin tem repetidamente rechaçado essas provocações”.
Lavrov disse ainda que o governo russo mantém abertura a negociações para encerrar a guerra na Ucrânia, mas condicionou qualquer acordo a garantias de segurança.
“Temos de garantir a segurança da população de origem russa na Ucrânia”, afirmou, citando habitantes do leste ucraniano.
Violação de espaço aéreo
Moscou enfrenta acusações de violações de espaço aéreo na Polônia e na Estônia nas últimas semanas, episódios que deixaram a Otan em estado de alerta. Lavrov negou intenção ofensiva e afirmou que esses relatos demandam verificação.
“Não temos nada a esconder. Nós nunca atacamos civis e infraestrutura”, disse o chanceler.
Em seguida afirmou que “nunca miramos com nossos UAVs ou mísseis nos países da Europa, sejam eles membros da UE ou países da OTAN”.
Sobre relatos poloneses de drones na noite de 9 de setembro, Lavrov afirmou que “propusemos uma reunião imediatamente, mas ninguém jamais quer discutir os fatos”.
No início da semana, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que encorajaria nações europeias a abater aviões russos se eles violassem seu espaço aéreo.
Otan e outros conflitos
Apesar das acusações, Lavrov repetiu que “a Rússia não tem intenção de atacar a Otan” e pediu que a aliança respeite compromissos e aceite garantias de segurança legalmente vinculativas.
“A Otan continua a se expandir para nossas fronteiras. Propomos repetidamente que respeitem seus compromissos e concordem em garantias de segurança legalmente vinculativas. Qualquer agressão contra meu país será recebida com uma resposta decisiva.”
O chanceler também abordou outros conflitos e condenou a violência contra civis.
“A Rússia condenou firmemente o ataque dos militantes do Hamas a civis israelenses em 7 de outubro de 2023. No entanto, não há justificativa para os assassinatos brutais da população civil da Palestina. Também não há justificativa para a punição coletiva de palestinos na Faixa de Gaza, onde crianças estão morrendo pelos bombardeios e pela fome.”
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