‘Laranja’ de Maduro é deportado para os EUA
Alex Saab foi preso em fevereiro após operação conjunta entre autoridades venezuelanas e americanas
O empresário colombiano-venezuelano Alex Saab (foto), principal ‘laranja’ de Nicolás Maduro, foi deportado pela Venezuela neste sábado, 16, para os Estados Unidos. A informação foi confirmada pelo serviço de imigração venezuelano.
Preso na Venezuela em fevereiro após operação conjunta entre autoridades venezuelanas e americanas, Saab já havia sido detido em Cabo Verde em 2020 e extraditado aos EUA no ano seguinte.
Em 2023, recebeu indulto em troca da libertação de americanos presos na Venezuela. Segundo investigadores americanos, ele participou de um esquema de lavagem de dinheiro e pagamento de propinas ligado ao programa de alimentos subsidiados CLAP.
A legislação venezuelana proíbe extradições, mas o governo classificou a medida como “deportação”.
Autoridades dos EUA afirmam que Saab teria desviado cerca de US$ 350 milhões por meio de contratos públicos e pagamentos irregulares a integrantes do chavismo.
Após retornar à Venezuela, ele chegou a ocupar o cargo de ministro da Indústria e Produção Nacional no governo Maduro.
Quem é Alex Saab?
De origem libanesa, mas nascido na Colômbia, Saab atuou na área de construção civil e como participante dos Comitês Locais de Abastecimento e Produção (CLAP).
Para o regime chavista, assinou acordos com empresas mexicanas, turcas e colombianas.
Em 2018, Maduro o nomeou como “enviado especial da República da Venezuela”, tornando-o um funcionário diplomático venezuelano.
Em janeiro, o secretário de Estado, Marco Rubio, afirmou que Maduro teve a oportunidade de uma saída negociada, mas condicionou qualquer acordo ao perdão dos sobrinhos de sua esposa, Cilia Flores, e a Saab.
Os “narco-sobrinhos”, como são conhecidos, foram alvo de sanções impostas pelos Estados Unidos em 11 de dezembro.
“Ele queria perdoar seus sobrinhos, que foram condenados por tráfico de drogas, e perdoar e libertar Alex Saab, que era o homem das finanças do regime. Ele quebrou tantos acordos que nem o Vaticano quis negociar com ele. Ele não é confiável; ele só queria tempo, mais três anos para esperar por um governo favorável”, afirmou.
Quando retornou à Venezuela, Maduro classificou Saab como um “herói nacional”.
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