Kiev sofre um dos maiores ataques aéreos desde início da guerra
“Foi uma noite difícil para toda a Ucrânia”, diz Zelensky
Kiev, a capital da Ucrânia, foi alvo na noite de sexta-feira de um dos maiores ataques aéreos desde o início da guerra, com uma ofensiva combinada de mísseis balísticos e drones lançados pela Rússia.
Segundo a Força Aérea da Ucrânia, os sistemas de defesa abateram seis mísseis balísticos Iskander-M/KN-23 e 245 drones Shahed durante a madrugada, a maioria direcionados contra a capital ucraniana.
“As defesas aéreas foram ativadas. A cidade e a região estão sob ataque inimigo combinado”, afirmou o prefeito da capital, Vitalii Klitschko, no Telegram.
Explosões foram ouvidas por toda a cidade, enquanto baterias antiaéreas tentavam conter as ondas sucessivas de drones. Imagens captadas por fotógrafos de agências internacionais mostraram o céu iluminado por clarões alaranjados e colunas de fumaça.
Em um edifício atingido, bombeiros tentavam conter as chamas no último andar. Ao menos 15 pessoas ficaram feridas e diversos edifícios residenciais foram danificados.
“Noite difícil”
O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, se manifestou sobre o bombardeio e voltou a pedir mais sanções internacionais contra Moscou.
“Foi uma noite difícil para toda a Ucrânia”, escreveu Zelensky.
“Fragmentos de mísseis e drones russos estão sendo removidos em Kiev. As equipes de resgate continuam atuando nos locais dos impactos. Houve muitos incêndios e explosões na cidade durante a noite. Mais uma vez, edifícios residenciais, veículos e empresas foram danificados. Infelizmente, há feridos.”
Segundo o presidente ucraniano, os ataques foram direcionados contra civis e atingiram diferentes partes do país. Ele citou as regiões de Odessa, Kharkiv, Sumi, Vinnystia, Dnipro e Donetsk.
“Há mortos. Minhas condolências às famílias e entes queridos das vítimas”, disse.
Troca de prisioneiros
A ofensiva ocorreu em meio à maior troca de prisioneiros entre Ucrânia e Rússia.
Segundo Kiev, foram libertados 270 soldados e 120 civis de cada lado, totalizando 780 pessoas. A operação é parte de um acordo maior que prevê a libertação de mil prisioneiros por país — a maior troca desde o início do conflito, em fevereiro de 2022.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que tenta mediar negociações entre os dois países, anunciou a troca em sua rede social. “Parabéns aos dois lados. Isso pode levar a algo grande?”, escreveu.
A primeira fase do acordo foi firmada durante negociações diretas entre Rússia e Ucrânia em Istambul — as primeiras em mais de três anos.
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