Kamala Harris pediu doações para fundo que libertou homicidas e estupradores
Campanha arrecadou mais de US$ 40 milhões e expôs padrão da esquerda de vitimizar criminosos
O pedido público de Kamala Harris para que americanos doassem ao Minnesota Freedom Fund, sob o pretexto de ajudar manifestantes, transformou uma pequena ONG em uma operação milionária.
A postagem da ex-vice-presidente americana, que não foi deletada da rede até o momento, diz: “Se você puder, contribua agora para o @MNFreedomFund para ajudar a pagar a fiança daqueles que estão protestando em Minnesota.”
Com um orçamento anual que não passava de US$ 230 mil, a entidade recebeu US$ 41,6 milhões em 2020 após a promoção feita pela então senadora e por celebridades.
O resultado foi a libertação de mais de 3 mil pessoas, incluindo réus por crimes brutais.
Apenas 6% do dinheiro foi destinado a manifestantes presos nos protestos da morte de George Floyd. A maior parte financiou a saída de acusados de homicídio, agressões violentas e crimes sexuais.
Entre os casos de criminosos soltos com fianças pagas pelo Minnesota Freedom Fund está o de George Howard, que saiu da cadeia por agressão doméstica e semanas depois matou um homem em uma rodovia.
Shawn Michael Tillman foi libertado por “exposição indecente” e, pouco mais de duas semanas depois, assassinou um passageiro em uma estação de trem.
Christopher Boswell, reincidente em estupros, foi solto com fiança de US$ 350 mil e voltou a ser acusado de sequestro e abuso sexual.
O episódio se tornou munição eleitoral em 2024, quando Donald Trump disse em comício: “Um dos criminosos perigosos que Kamala ajudou a soltar voltou a matar”.
Harris rebateu chamando a acusação de “desinformação”. O fundo confirmou que ela nunca doou pessoalmente, mas reconheceu que libertou acusados de crimes violentos.
A Crusoé analisou o caso dentro de uma tendência maior da esquerda de relativizar a criminalidade.
Essa lógica, como descreve o texto, inverte papéis, transforma agressores em vítimas sociais e enfraquece a autoridade do Estado.
O mesmo diagnóstico aparece na reação de políticos americanos à deportação de criminosos estrangeiros em 2025.
A Crusoé relatou que parlamentares de esquerda protestaram contra a remoção de venezuelanos ligados ao grupo criminoso Tren de Aragua, acusando o governo Trump de violar direitos humanos. “Mais uma vez, a criminalidade foi relativizada, e o criminoso tratado como vítima do sistema”, diz a reportagem.
No Brasil, lembra a revista, a mentalidade se materializou no plano “Pena Justa”, lançado pelo governo Lula em parceria com o STF e o CNJ.
A proposta prevê redução de encarceramento, flexibilização de tornozeleiras e cotas para egressos do sistema prisional, medidas rejeitadas pela maioria da população.
Pesquisa citada pela Crusoé mostrou que 87% dos brasileiros desaprovaram a flexibilização no uso de tornozeleiras eletrônicas.
A crítica do psiquiatra britânico Theodore Dalrymple também foi destacada.
Para ele, tratar criminosos como vítimas em vez de responsabilizá-los gera impunidade e sofrimento para os mais pobres, que são as maiores vítimas da violência. “Quando crimes graves recebem sentenças brandas, todo o sistema colapsa”, afirma Dalrymple.
A conexão entre esses episódios está na visão ideológica de que punir seria fracasso social, e não medida de proteção.
Ao apoiar publicamente o Minnesota Freedom Fund, Kamala Harris se alinhou a essa lógica, que no papel parece “progressista”, mas na prática colocou homicidas e estupradores de volta às ruas.
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