Justiça italiana nega recurso e mantém prisão cautelar de Zambelli
Com a decisão, a deputada brasileira permanecerá detida no presídio feminino de Rebibbia, em Roma.
A Justiça da Itália rejeitou o pedido da defesa da deputada Carla Zambelli (PL-SP) para converter a prisão cautelar da parlamentar brasileira em domiciliar.
Com a decisão, ela permanecerá detida no presídio feminino de Rebibbia, em Roma.
A Advocacia-Geral da União (AGU), que acompanha a prisão de Zambelli, afirmou ter influenciado a decisão.
O órgão disse ter enviado “documentos e argumentos jurídicos decisivos para confirmar a legalidade da prisão cautelar para fins de extradição”.
Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão por invasão de sistemas eletrônicos do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), em 2023, e estava foragida do país. A deputada tem dupla cidadania e afirma ter pedido refúgio na Itália, alegando inocência e perseguição política.
O Ministério do Interior da Itália, responsável pela área de Justiça, recebeu o pedido formal de extradição do Brasil em 12 de junho. O processo está sob análise do Tribunal de Apelação, que examina a existência das condições legais para o envio da deputada ao Brasil.
A prisão de Zambelli
Zambelli foi presa na terça-feira, 29, em Roma, na Itália. Ela estava foragida após ter sido condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Em publicação no X, o deputado italiano Angelo Bonello afirma ter sido responsável por encaminhar o endereço onde Zambelli estava escondida.
“Carla Zambelli está em um apartamento, em Roma. Forneci o endereço à polícia, neste momento a polícia está identificando Zambelli”, escreveu.
O Ministério da Justiça havia solicitado a extradição da parlamentar. O nome de Zambelli já figurava na lista dos procurados da Interpol.
Zambelli foi condenada pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a 10 anos de prisão, perda do mandato e ao pagamento de uma multa por invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e inserção de documentos falsos.
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