Justiça autoriza Trump a barrar agência de notícias na Casa Branca
Decisão suspendeu ordem que obrigava o republicano a credenciar repórteres para a residência oficial e Air Force One
A Corte de Apelações do Distrito de Columbia autorizou nesta sexta-feira, 6, por dois votos a um, o direto do presidente Donald Trump de restringir o acesso de profissionais da agência de notícias Associated Press (AP) ao avião presidencial Air Force One e à Casa Branca.
A decisão suspende temporariamente uma determinação do juiz Trevor McFadden, que havia obrigado a administração Trump a credenciar os jornalistas da AP.
Segundo a juíza Neomi Rao, o entendimento do tribunal de instância inferior “prejudica a independência e o controle do presidente sobre seus espaços de trabalho privados”.
Já a magistrada Cornelia Pillard, que votou contra, criticou o entendimento dos outros dois magistrados.
Pra ela, a interpretação dos outros dois juízes se contrapõe a “qualquer compreensão sensata do papel da imprensa livre em uma democracia constitucional”.
A disputa judicial teve início em fevereiro, quando a AP processou o governo americano após veto à entrada de repórteres na Casa Branca.
Na ocasião, o republicano se irritou com o fato da agência de notícias se recusar a chamar o Golfo do México de Golfo da América.
“O golfo do México tem esse nome há mais de 400 anos. Como uma agência de notícias global que entrega conteúdo no mundo todo, a AP precisa se certificar de que lugares geográficos sejam facilmente reconhecidos por todas as pessoas”, afirmou a AP.
A agência acusou Trump de violar a Primeira Emenda da Constituição, cujo texto protege a liberdade de expressão.
No mês passado, o juiz McFadden havia afirmado que o presidente não pode excluir profissionais com base em divergências políticas ou ideológicas.
A defesa de Trump, contudo, argumentou que ele possui autonomia para controlar o acesso de repórteres a áreas específicas.
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