Juiz dos EUA impede deportação de crianças desacompanhadas
Governo Trump havia fechado acordo com Guatemala que permitiria deportação de menores nessas condições
Um juiz federal dos Estados Unidos emitiu neste domingo, 31, uma liminar impedindo o governo Trump de deportar 10 crianças guatemaltecas desacompanhadas de volta ao país de origem. Advogados afirmaram que as remoções violariam leis americanas.
A juíza distrital Sparkle Sooknanan, da Corte Distrital de Washington DC, determinou que o governo se abstivesse de deportar as crianças por 14 dias. O National Immigration Law Center, grupo de defesa pró-imigração, apresentou a ação em nome dos jovens, com idades entre 10 e 17 anos.
O governo Trump havia fechado um acordo com a Guatemala que permitiria a deportação de crianças desacompanhadas e planejava iniciar as remoções neste fim de semana.
Crianças que chegam às fronteiras dos EUA sem os pais ou responsáveis são classificadas como desacompanhadas e enviadas a abrigos administrados pelo governo federal até serem colocadas com familiares ou em lares de acolhimento.
Na ação judicial apresentada neste domingo, o National Immigration Law Center e o Young Center for Immigrant Children’s Rights afirmaram que as deportações seriam uma “clara violação das proteções inequívocas que o Congresso concedeu a elas como crianças vulneráveis”.
“Os réus estão planejando transferir ilegalmente os autores da ação para a custódia do ICE e colocá-los em voos para a Guatemala, onde podem enfrentar abusos, negligência, perseguição ou até tortura, contrariando seus melhores interesses”, diz a denúncia.
A ordem judicial pode temporariamente dificultar as tentativas do governo de deportar centenas de outros menores desacompanhados vindos da Guatemala.
Esse é o segundo revés para as políticas de imigração de Trump desde sexta-feira, quando outro juiz bloqueou deportações aceleradas longe da fronteira com o México.
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