Jornalistas são presos em Caracas após captura de Maduro
Sindicato condenou perseguição e censura a profissionais da imprensa na Venezuela nesta segunda, 5
O Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Imprensa (SNTP) denunciou a prisão de sete jornalistas e profissionais da imprensa nesta segunda-feira, 5, em Caracas, por forças do regime chavista na Assembleia Nacional e áreas próximas.
Três deles foram libertados poucas horas depois.
“Não é possível avançar rumo a uma transição democrática enquanto persistirem a perseguição política, censura e a prisão arbitrária”, diz o SNTP.
Segundo a organização, os sequestros ocorreram enquanto os profissionais cobriam os acontecimentos após a queda do ditador Nicolás Maduro.
Censura e restrições
O sindicato informou que pelo menos 23 jornalistas e profissionais da imprensa continuam detidos na Venezuela por razões relacionadas ao seu trabalho jornalístico.
“A prisão de jornalistas constitui uma grave violação da liberdade de imprensa e uma prática destinada a intimidar, silenciar e gerar autocensura“, afirma.
A nota também destacou as restrições ao ecossistema de notícias digitais.
Mais de 60 veículos de comunicação permanecem bloqueados online, o que o sindicato descreve como “censura estrutural”, reduzindo o pluralismo midiático e limitando o acesso da população a diversas fontes de informação.
Para o SNTP, a criminalização do jornalismo, do trabalho sindical e da dissidência pacífica representa um obstáculo significativo a qualquer processo de reconstrução institucional no país.
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