JK Rowling celebra veto a boxeadora argelina após laudo genético
Escritora diz que decisão da World Boxing protege mulheres e elogia exigência de exame de DNA
A escritora J.K. Rowling elogiou nesta semana a decisão da World Boxing de proibir a argelina Imane Khelif de participar de competições femininas.
A medida foi tomada após a divulgação de um laudo cromossômico que atesta cariótipo masculino (XY) da atleta.
O exame foi realizado em março de 2023 por um laboratório certificado em Nova Délhi, durante o Campeonato Mundial de Boxe.
A boxeadora havia sido desclassificada do torneio mundial com base nesse resultado.
Mesmo assim, o Comitê Olímpico Internacional autorizou sua participação nos Jogos de Paris em 2024, com base em documentação oficial e autodeclaração de gênero.
Khelif venceu a medalha de ouro na categoria até 66 kg.
A World Boxing, entidade reconhecida pelo COI como reguladora do boxe olímpico desde o rompimento com a IBA, determinou que atletas maiores de 18 anos sejam submetidos a exames genéticos para disputar categorias femininas.
Segundo a organização, Khelif não poderá competir novamente em torneios femininos enquanto não apresentar novo laudo que comprove ausência de características masculinas.
Ao comentar a decisão, Rowling escreveu:
“É uma vitória para as mulheres porque elas não serão espancadas até a morte no ringue por homens.
Se você soubesse os exames físicos que mulheres fazem rotineiramente, entenderia que um cotonete bucal não é mais invasivo do que passar fio dental”.
A defesa de Khelif contesta o laudo e afirma que a atleta sofre de uma condição médica rara relacionada ao desenvolvimento sexual.
Em nota, a equipe jurídica da boxeadora anunciou que ingressou com ações legais na França contra J.K. Rowling e outras figuras públicas, sob a acusação de cyberbullying.
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Comentários (1)
Fabio B
03.06.2025 07:14Essa pessoa pode ser o que quiser, deve ser respeitada, mas não é justo, não é correto usar sua vantagem biológica e prejudicar toda uma classe. O mais impressionante é que justamente são as mulheres, as vítimas diretas, quem mais defendem isso.