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Janeiro de 2024 bate recorde: O mês mais quente da história

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Redação O Antagonista
3 minutos de leitura 08.02.2024 11:52 comentários
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Janeiro de 2024 bate recorde: O mês mais quente da história

Janeiro de 2024 registra recorde histórico como o mês mais quente já documentado. Descubra como o El Niño e o aquecimento global estão criando esse cenário alarmante.

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3 minutos de leitura 08.02.2024 11:52 comentários 1
Janeiro de 2024 bate recorde: O mês mais quente da história
Fonte: REUTERS

Janeiro de 2024, o mês que iniciou o ano, ganhou um título nada agradável, o mês mais quente já registrado na história. Essa informação foi divulgada pelo Serviço de Mudanças Climáticas Copernicus (C3S), da União Europeia. O mês superou o próprio recorde do ano anterior, 2023, colocando em evidência a questão do aquecimento global em consequência das ações humanas.

O fato alarmante vem após o mundo registrar 2023 como o ano mais quente já registrado desde 1850. Este recorde foi impulsionado pelos impactos de mudanças climáticas humanas e o fenômeno climático El Niño.

O que é o El Niño?

O El Niño é um fenômeno climático que ocorre quando há um aquecimento das águas superficiais no leste do Oceano Pacífico, resultando em um aumento das temperaturas globais. Em 2023, todos os meses desde junho foram os mais quentes já registrados quando comparados com o mesmo mês nos anos anteriores.

Temperaturas acima do normal

Segundo Samantha Burgess, diretora-adjunta do C3S, o planeta está enfrentando um período de 12 meses com temperatura média 1,5°C acima do período de referência pré-industrial, um marco histórico. A única maneira de impedir esse aumento drástico nas temperaturas globais é por meio de reduções rápidas e significativas nas emissões de gases de efeito estufa.

Riscos para os próximos anos

Os cientistas estimam que 2024 tem uma chance em três de ser ainda mais quente do que o ano passado e 99% de chance de estar entre os cinco anos mais quentes. Enquanto isso, o fenômeno El Niño começou a enfraquecer e pode ser substituído pelo La Niña, sua contraparte mais fria, ainda neste ano.

Mesmo assim, as temperaturas médias globais da superfície do mar em janeiro foram as mais altas de todos os meses de janeiro já registrados. Com consequências ainda mais drásticas e irreversíveis se o aquecimento global ultrapassar 1,5ºC, é importante lembrar que essa é a meta estabelecida no Acordo de Paris de 2015.

Apesar de termos ultrapassado a marca de 1,5ºC em um período de 12 meses, a meta estipulada se refere à temperatura média global ao longo de décadas. Portanto, temos um grande desafio pela frente: reduzir significativamente as emissões de gases de efeito estufa e combater as mudanças climáticas.

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Comentários (1)

Juan Jose Verdesio Bentancurt

2024-02-08 12:26:17

Além do El Niño a explosão gigante do vulcão Hunga Tonga no Pacífico aumentou a temperatura 1,5 GRAUS C. As ondas de calor estão explicadas!. Nenhum jornal publica a respeito. embora tenha artigos na Nature Climate Change a respeito.Tonga eruption increases chance of temporary surface temperature anomaly above 1.5 °C Stuart Jenkins, Chris Smith, Myles Allen & Roy Grainger Nature Climate Change volume 13, pages 127–129 (2023)


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