J. D. Vance promete resposta “àqueles que incitam violência”
Vice-presidente dos EUA assume apresentação de podcast de Charlie Kirk, critica esquerda e se compromete com ações
O vice-presidente dos Estados Unidos, J. D. Vance, assumiu a apresentação do podcast do ativista Charlie Kirk nesta segunda-feira, 15, diretamente da Casa Branca, em Washington. Vance prometeu retaliação contra a esquerda no país, e disse que a morte de Kirk foi incitada por organizações financiadas por bilionários.
Vance acusa e promete resposta
J. D. Vance, amigo pessoal de Charlie Kirk, conduziu o podcast do escritório da Vice-Presidência. Durante a transmissão, reiterou a importância de Kirk para o movimento conservador, e destacou sua participação na vitória eleitoral de Donald Trump em 2024 e na própria eleição de Vance.
“Ele amava a América e se dedicava incansavelmente a tornar nosso país um lugar melhor. Ele teve um papel crucial na eleição de Donald Trump, na minha eleição como vice-presidente, e muito do nosso sucesso no governo nos últimos sete meses é graças aos esforços dele”, declarou Vance, que entrevistou membros do governo sobre a vida de Kirk e as repercussões de seu assassinato.
Vance sinalizou a intenção de responsabilizar “aqueles que incitam violência”. Mencionou a Fundação Ford e a Open Society Foundations, de George Soros, como grupos que justificam a morte de Kirk ao financiar a revista The Nation, que em artigo publicado pelo na última sexta-feira, 12, intitulado “O legado de Charlie Kirk não merece luto”, fazia críticas diretas ao ativista.
O texto da revista The Nation afirma que Kirk era “um racista, transfóbico, homofóbico e misógino inveterado que disfarçava seu ódio com versos da Bíblia porque não havia outra maneira de fingir que ele era moralmente correto. Ele tinha filhos, assim como muitas pessoas torpes”.
Entre os entrevistados no programa de duas horas, estiveram Robert F. Kennedy Jr., secretário de Saúde, e Susie Wiles, chefe de gabinete. Ao conversar com Stephen Miller, assessor sênior e figura-chave na campanha anti-imigração de Trump, Vance questionou sobre como prevenir o aumento da violência.
Miller respondeu com uma promessa de ação: “Nós vamos concentrar toda a raiva que estamos sentindo dessa campanha organizada que levou ao assassinato [de Kirk] e vamos usá-la para desmontar essas redes terroristas”.
A reação oficial e a importância de Charlie Kirk
Stephen Miller classificou a situação como um “movimento um vasto movimento terrorista doméstico”. Ele citou “protestos violentos organizados, a violência nas ruas, as campanhas organizadas de demonização e mensagens que incitam violência e as células organizadas que cometem violência”. As autoridades policiais, no entanto, informam que Tyler Robinson, o principal suspeito, agiu sozinho. O motivo de Robinson para o crime permanece sem esclarecimento.
Vance também dialogou com a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt. Leavitt se identificou como “uma conservadora da geração Z” e falou de seu envolvimento com a Turning Point USA, organização juvenil de direita fundada por Kirk.
O vice-presidente, durante a conversa, brincou sobre a qualidade das perguntas de estudantes universitários em debates com Kirk: “Alguns desses estudantes universitários [com quem Kirk debatia] fazem perguntas muito melhores do que os radicais na sala de imprensa da Casa Branca”.
O vice-presidente disse que “os últimos dias foram muito difíceis” para os EUA, para ele próprio e “para as incontáveis pessoas na Casa Branca que conheciam e amavam Charlie Kirk, e principalmente, para sua querida esposa Erika e seus dois lindos filhos”. Vance viajou para Utah, onde Kirk foi morto, e acompanhou o caixão até o Arizona, estado natal do influenciador.
Charlie Kirk tinha como atividade principal a visita a campi universitários, onde debatia com estudantes de esquerda, gerando vídeos com centenas de milhares de visualizações. Vance elogiou essa postura: “Charlie era o agente político mais inteligente que eu conheci. Ele era o cara que levava a mensagem conservadora a lugares hostis e inspirou gerações mais jovens a ter coragem”.
O vice-presidente complementou que Kirk encorajava os jovens conservadores a se manifestar: “Quando os jovens conservadores tinham medo de falar abertamente, tinham medo do que um professor universitário ia dizer, de que seus colegas gritariam com eles, Charlie estava lá, mostrando que poderiam ter coragem e ousadia”. Concluiu seu discurso afirmando que a “lição mais valiosa” de Kirk é a de “ter fé e ser ousado em como glorificamos Deus”.
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