Israelense libertado descobre nome da filha ao reencontrar família
A criança nasceu dois meses após o sequestro de Sagui Dekel-Chen
Após 498 dias de cativeiro, o refém israelense-americano Sagui Dekel-Chen foi libertado neste sábado, 15, pelo grupo terrorista Hamas. Ao reencontrar sua esposa, Avital, em uma base militar no sul de Israel, ele soube o nome de sua filha mais nova, Shachar Mazal, que nasceu dois meses após o sequestro do pai em outubro de 2023.
Em vídeo divulgado pelas Forças de Defesa de Israel, Dekel-Chen, de 36 anos, recebe a notícia em meio a lágrimas: “Isso é perfeito”.
O casal se encontrou junto com outros dois reféns libertados — o russo-israelense Sasha Trupanov, 29, e o argentino-israelense Iair Horn, 46.
Os três haviam sido sequestrados em Nir Oz durante o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023.
A libertação ocorreu após um acordo de trégua, e o governo israelense recebeu os reféns em Khan Yunis, no sul de Gaza.
Enquanto isso, Iair Horn, que sofreu grande desgaste físico durante o cativeiro, aguarda o retorno de seu irmão, Eitan, ainda detido em Gaza.
Palco do Hamas
O Hamas montou um palco em Khan Younis para a entrega dos reféns, com bandeiras do grupo e da Jihad Islâmica Palestina, além de pôsteres de propaganda. Um deles exibia Yahya Sinwar, líder do Hamas morto, com a frase “Nenhuma migração, exceto para Jerusalém”, em crítica à proposta do presidente dos EUA, Donald Trump, de reassentar moradores de Gaza.
Outro pôster trazia imagens das áreas atacadas pelo Hamas em 7 de outubro, com a legenda: “Nós cruzamos rapidamente”.
Entre os presos palestinos a ser solto hoje está Ahmed Barghouti, 48, aliado de Marwan Barghouti e condenado a 13 prisões perpétuas por ataques que mataram 12 israelenses na Segunda Intifada. Ele será deportado pelo Egito.
O Comitê Internacional da Cruz Vermelha manifestou preocupação com a situação dos reféns que ainda estão em Gaza. Imagens dos reféns libertados no sábado passado mostraram sinais de extrema desnutrição. Estima-se que 76 reféns ainda estejam em cativeiro, metade deles possivelmente vivos.
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