Israel destrói lançadores iranianos e preço do petróleo sobe
FDI afirma ter reduzido em um terço a capacidade de disparo do Irã; Brent sobe 7 %, para cerca de R$ 400 o barril.
As Forças de Defesa de Israel anunciaram, nesta segunda, 16, que 120 lançadores de mísseis balísticos iranianos foram destruídos desde a madrugada de sexta, 13.
Segundo o porta-voz militar, general Effie Defrin, a aviação israelense também eliminou vinte projéteis que já estavam posicionados para lançamento.
O oficial explicou que, na noite de domingo, Teerã conseguiu disparar quarenta mísseis, metade do previsto, porque parte significativa das plataformas foi pulverizada antes de entrar em ação.
Defrin detalhou que cinquenta caças atingiram cerca de cem alvos militares, entre fábricas de motores de foguete e radares de defesa aérea.
Ele avaliou que a destruição dos lançadores reduziu em “pelo menos um terço” a capacidade de saturação iraniana para os próximos dias — fator que, na visão de Tel-Aviv, dificulta uma retaliação em larga escala.
Do lado iraniano, o Ministério da Saúde confirmou 224 mortos até a noite de domingo, enquanto a organização Human Rights Activists fala em mais de 400 vítimas, das quais a maioria civis.
Entre os mortos estão Hossein Salami, comandante da Guarda Revolucionária, e o chefe do Estado-Maior Mohammad Bagheri. Em Israel, o serviço de emergências Magen David Adom registra catorze mortes e 390 feridos.
O ataque mais letal ocorreu em Bat Yam, ao sul de Tel Aviv, onde um míssil destruiu parte de um edifício residencial, matando seis pessoas, incluindo duas crianças.
Embora o sistema Iron Dome tenha interceptado a maioria dos projéteis, analistas de defesa admitem que a tática iraniana de disparar em ondas curtas chegou a saturar a cobertura em alguns momentos.
As FDI relatam a interceptação de dezenas de drones sobre Jordânia, Síria e Mar Vermelho, além de apoio pontual de aviões norte-americanos destacados na região.
A escalada militar repercutiu nos mercados de energia. O petróleo Brent fechou a sexta-feira, 13, em US$ 74,23, alta de 7 % em relação ao dia anterior, o que equivale a cerca de R$ 401 pelo câmbio médio de R$ 5,40.
Empresas de navegação, como a norueguesa Frontline, suspenderam novos fretes pelo estreito de Ormuz, por onde transitam até 25 % do petróleo mundial, e as tarifas de transporte já sobem mais de 20 %.
Na arena diplomática, Rússia e China classificaram os bombardeios israelenses como “violação da Carta da ONU”, enquanto os Estados Unidos reiteraram o direito israelense à autodefesa, afirmando que “não se pode permitir que o regime iraniano possua armas nucleares”.
O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu garantiu que os ataques continuarão “pelo tempo necessário” para atrasar o programa nuclear do Irã. Em resposta, a Guarda Revolucionária prometeu uma “retaliação devastadora” e ameaçou navios aliados no Golfo.
Com o espaço aéreo de Israel ainda fechado para voos comerciais, companhias internacionais cancelaram ou desviaram rotas que cruzam o Oriente Médio.
Líbano e Jordânia iniciaram reabertura parcial de seus céus, mas exigem planos de voo especiais. Especialistas alertam que, sem sinal de cessar-fogo, qualquer ataque à infraestrutura do estreito de Ormuz pode levar o barril a ultrapassar rapidamente a marca de US$ 100, acirrando pressões inflacionárias em todo o mundo.
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