Israel avança em Gaza e rebate acusações na ONU
Exército confirma ataque nas imediações do hospital Nasser; governo prepara convocação de 60 mil reservistas para fase seguinte
Israel intensificou nesta segunda, 25, a operação para tomar o controle da Cidade de Gaza, com bombardeios a bairros do leste e do norte e confirmação de ataque nas imediações do hospital Nasser, em Khan Younis.
O governo afirma que a ação busca desmantelar a capacidade militar do Hamas e pressionar pela libertação de reféns. Em paralelo, prepara a convocação de cerca de 60 mil reservistas para sustentar a nova fase da ofensiva nas próximas semanas.
O comando militar israelense reconheceu a ação aérea na área. Em comunicado, as Forças de Defesa de Israel afirmaram lamentar danos a “não envolvidos”, declararam não mirar profissionais de imprensa e disseram adotar medidas para reduzir riscos a civis.
As forças israelenses mantêm pressão sobre bolsões de resistência em bairros como Zeitoun, Shejaiya, Sabra e Jabalia, descritos como redutos do Hamas.
O Ministério da Defesa avalia que a tomada de Gaza exigirá mobilização adicional, razão pela qual a pasta confirmou plano para chamar 60 mil reservistas e prorrogar o serviço de parte do contingente já mobilizado.
A operação é apresentada por Israel como etapa necessária para impedir a reconstrução de túneis e centros de comando do grupo.
No front diplomático, os Estados Unidos voltaram a apoiar a posição israelense na ONU.
Em 23 de julho, durante sessão do Conselho de Segurança, a embaixadora americana Dorothy Shea classificou como “categoricamente falsas” as acusações de genocídio contra Israel e afirmou que o Hamas carrega a responsabilidade pela continuidade dos combates ao rejeitar propostas de cessar-fogo com troca de reféns.
O governo americano reiterou que a prioridade é a libertação de reféns e que o Hamas deve abrir mão do controle de Gaza.
As conversas mediadas por Estados Unidos, Egito e Catar seguem em torno de um plano de cessar-fogo de 60 dias com liberação escalonada de reféns e prisioneiros e retirada gradual de tropas de áreas do enclave.
O Hamas disse ter respondido “de forma positiva” à proposta, enquanto Israel afirma avaliar termos e condiciona avanços à rendição do grupo e à devolução dos sequestrados.
A escalada militar em Gaza ocorre em meio a alertas de agências humanitárias sobre agravamento da crise de alimentos e deslocamento interno.
Israel sustenta que suas ações têm como alvo infraestrutura militar e que a pressão sobre a Cidade de Gaza é central para impedir a recomposição do comando do Hamas.
A cúpula militar indicou que a ofensiva prosseguirá “até que o grupo se renda e liberte os reféns”, enquanto se aguardam novos desdobramentos das tratativas para trégua.
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Comentários (1)
Marcos
25.08.2025 19:49Há algum portal de notícias brasileiro mais pró Israel que O Antagonista ?