Israel ataca sul e leste do Líbano em operação contra grupos terroristas
Bombardeios ocorreram em quatro municípios após ordens de evacuação, resultando na destruição de imóveis e fuga de civis nas regiões atingidas
O exército de Israel efetuou bombardeios em cidades situadas no sul e no leste do território libanês nesta segunda-feira, 5. A investida aconteceu após a emissão de ordens de evacuação direcionadas à população civil daquelas áreas. Segundo o comando militar israelense, a ação visava estruturas ligadas aos grupos Hezbollah e Hamas.
Em Kfar Hatta, região sul, famílias abandonaram suas casas após o comunicado das forças armadas. No local, aeronaves não tripuladas monitoravam o perímetro enquanto veículos de resgate e bombeiros aguardavam em prontidão. Relatos da imprensa libanesa confirmam que quatro localidades foram atingidas pela ofensiva aérea.
No leste, o vilarejo de Al Manara registrou a demolição completa de uma habitação. A estrutura pertencia a Sharhabil Sayed, ex-chefe do Hamas morto durante operações militares em 2024. O impacto das explosões causou avarias em estabelecimentos comerciais e veículos estacionados nas proximidades da residência.
Além de Al Manara e Kfar Hatta, os bombardeios alcançaram as vilas de Annan e Ain al Tineh. Esta foi a primeira notificação de saída compulsória disparada por Israel este ano.
Vigência do acordo e balanço de vítimas
As operações ocorrem em um cenário de cessar-fogo estabelecido entre as partes em novembro de 2024. Apesar do pacto, as forças israelenses mantêm atividades recorrentes contra instalações logísticas e lideranças. O balanço do Ministério da Saúde do Líbano aponta a morte de 350 pessoas desde a formalização da trégua.
O Hezbollah enfrenta pressões para a entrega de seu arsenal bélico. O governo libanês atua sob influência dos Estados Unidos para desmobilizar a estrutura armada da organização. O grupo apresenta perdas em sua capacidade operacional após o período de guerra direta encerrado no final do ano passado.
As ações militares de Israel continuam a visar instalações vinculadas ao braço armado do Hamas no país vizinho. A imprensa local reporta que a rotina das comunidades fronteiriças permanece sob efeito das intervenções. O exército sustenta que as manobras buscam neutralizar ameaças identificadas em território estrangeiro.
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