Irã marca execução de jovem preso em manifestação contra o regime
Organização de direitos humanos denuncia rapidez do processo e tentativa de espalhar medo
Efran Soltani (foto), de 26 anos, deverá ser executado no Irã na próxima quarta, 14, após ser detido em protestos contra o regime do aiatolá Ali Khamenei.
A informação foi divulgada pela Organização Hengaw para os Direitos Humanos.
A família de Soltani, que foi preso na última quinta-feira, não recebeu outras informações sobre o julgamento e quais acusações o homem responde.
“Nunca testemunhamos um caso avançar tão rapidamente. O governo está usando todas as táticas que conhece para suprimir as pessoas e espalhar medo”, disse Awyar Shekhi, da organização, à rede britânica BBC.
Trump cancela reuniões
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou o cancelamento das reuniões que teria nesta terça-feira, 13, com autoridades do regime iraniano, em reação ao massacre de manifestantes no país.
Em postagem na Truth Social, Trump convocou os “patriotas iranianos” a continuarem os protestos e a ocuparem as instituições.
“Patriotas iranianos, CONTINUEM PROTESTANDO – OCUPEM SUAS INSTITUIÇÕES!!! Guardem os nomes dos assassinos e abusadores. Eles pagarão um preço alto. Cancelei todas as reuniões com autoridades iranianas até que o assassinato sem sentido de manifestantes PARE”, escreveu.
Trump afirmou também que a “ajuda está a caminho”.
Mortos em protestos no Irã
Segundo a ONG Iran Human Rights, sediada na Noruega, pelo menos 648 manifestantes, incluindo nove menores de 18 anos, foram mortos durante os protestos no Irã. Além disso, milhares de pessoas ficaram feridas.
A ONG estima que mais de 10 mil pessoas foram presas pelas forças de segurança nos últimos 16 dias.
“O assassinato generalizado de manifestantes civis nos últimos dias pela República Islâmica faz lembrar os crimes do regime na década de 1980, que foram reconhecidos como crimes contra a humanidade. O risco de execuções em massa e extrajudiciais de manifestantes é extremamente sério. Sob a Responsabilidade de Proteger, a comunidade internacional tem o dever de proteger manifestantes civis contra assassinatos em massa por parte da República Islâmica e do seu Corpo de Guardas Revolucionárias Islâmicas. Apelamos às pessoas e à sociedade civil dos países democráticos para que lembrem aos seus governos essa responsabilidade”, disse o diretor da Iran Human Rights, Mahmood Amiry-Moghaddam.
Leia também: A ferida aberta está no Irã, não no Brasil
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Comentários (3)
Rosa
13.01.2026 20:39Se acontecer, o rapaz vira um mártir e daí salve-se quem puder......
Flavio marega
13.01.2026 18:05O número de mortos divulgado ultrapassa dois mil.
Flavio marega
13.01.2026 18:01Regime apoiado ostensivamente pelo governo Lula.