Irã confirma morte de Khamenei
Segundo mídia estatal, também morreram uma das filhas do líder supremo, um neto, um genro e uma nora; gabinete do governo promete vingança
A mídia estatal iraniana confirmou a morte do líder supremo do país, aiatolá Ali Khamenei (foto), após ataque realizado no sábado, 28, pelos Estados Unidos e por Israel. Altas autoridades do Irã e das Forças Armadas, além de possivelmente o presidente Masoud Pezeshkian, também teriam morrido.
A ação militar continuou na madrugada deste domingo, como havia anunciado o presidente Donald Trump.
A morte do aiatolá foi confirmada pela mídia estatal após horas de negativas. Segundo as informações oficiais, também morreram uma das filhas de Khamenei, um neto, um genro e uma nora. Ele é o primeiro chefe de Estado em exercício assassinado em uma operação comandada pelos EUA.
O governo do Irã declarou 40 dias de luto nacional e sete dias de feriado geral.
Em nota, chamou o ataque de “brutal” e classificou o episódio como um “crime” que marcará uma nova página na história do mundo islâmico e do xiismo. O comunicado também prometeu vingança contra os responsáveis.
O gabinete do presidente Masoud Pezeshkian afirmou em comunicado que a morte de Khamenei foi uma “declaração de guerra contra os muçulmanos”. O paradeiro do presidente, porém, ainda é incerto.
“O assassinato da mais alta autoridade política da República Islâmica do Irã e de um líder proeminente do xiismo em todo o mundo… é percebido como uma declaração aberta de guerra contra os muçulmanos, e particularmente contra os xiitas, em todos os lugares do mundo”, diz a nota.
Na noite de sábado, Trump confirmou a morte de Khamenei em publicações nas redes sociais e comemorou a operação, que contou com ampla cooperação de inteligência com Israel.
O ex-príncipe herdeiro Reza Pahlavi, no exílio, também comemorou a morte, chamando Khamenei de “sanguinário Zahhak de nosso tempo” e afirmou que a República Islâmica chegou ao fim.
Leia também: Israel confirma mortes no alto comando militar do Irã
Quem era Khamenei?
Khamenei governava o Irã desde 1989. Foi presidente entre 1981 e 1989 no regime de Ruhollah Khomeini. Ele nasceu em Mashhad, no nordeste do Irã, em abril de 1939, e se estabeleceu em Qom em 1958, onde estudou com Khomeini.
O aiatolá enfrentou diversas tentativas de assassinato desde a Revolução Islâmica de 1979. A mais grave ocorreu em 27 de junho de 1981, quando uma bomba explodiu durante um discurso em uma mesquita em Teerã, deixando-o gravemente ferido e com paralisia permanente no braço direito.
Khamenei tinha 86 anos e seis filhos. Um deles, Mojtaba, vinha sendo apontado nos últimos anos como possível sucessor do líder supremo.
Em seu último pronunciamento público registrado, Khamenei conclamou o povo iraniano a permanecer vigilante e preparar-se para uma presença ampla e decisiva nas ruas; afirmou que juntos garantiriam “a vitória final e celebraremos a liberdade do Irã em toda a nossa pátria ahúrica”.
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Comentários (2)
Que preste contas agora por todo mal que causou aos iranianos no outro lado de lá... bem distante deste mundo...
Fabio
01.03.2026 07:23Tem que acabar então com esse gabinete.