Irã confirma 40 mortos em explosão no porto
Explosão provocada por falha no armazenamento químico deixa 1.200 feridos no principal terminal de cargas do país.
As autoridades do Irã atualizaram neste domingo, 27, o número de mortos após a explosão ocorrida no porto de Shahid Rajaee, em Bandar Abbas, sul do país.
O acidente, registrado no sábado, deixou 40 vítimas fatais e cerca de 1.200 feridos, segundo informações oficiais. A tragédia, atribuída a falhas graves no manuseio de materiais inflamáveis, afeta um dos principais pontos de exportação do Irã.
A investigação preliminar conduzida pela Autoridade de Segurança Portuária aponta que a explosão teve origem em um armazém onde estavam armazenados produtos químicos, incluindo perclorato de amônio.
Este composto, importado da China, é usado em fertilizantes e em combustíveis de foguetes. Relatórios técnicos indicam que o local não atendia às normas básicas de ventilação e segurança, o que teria potencializado a reação dos materiais.
O Ministério da Defesa afirmou que não foram identificadas cargas militares no incidente.
O líder supremo Ali Khamenei determinou a abertura de um inquérito completo. O presidente Masoud Pezeshkian visitou hospitais na região e decretou estado de emergência e três dias de luto oficial na província de Hormozgan. Equipes de resgate ainda buscam desaparecidos na área atingida, que permanece isolada.
Entre as vítimas estão, em sua maioria, operários portuários e funcionários terceirizados. O Crescente Vermelho Iraniano informou que ao menos 180 feridos seguem internados em estado grave. Há relatos de trabalhadores migrantes entre os mortos e feridos, a maioria oriunda do sul da Ásia.
O acidente acontece em meio à terceira rodada de negociações nucleares entre Irã e Estados Unidos, realizada em Omã, aumentando a sensibilidade diplomática do episódio. Por enquanto, não há evidências públicas de sabotagem.
O Departamento de Estado norte-americano alertou para a necessidade de reforço das normas de segurança industrial em instalações estratégicas iranianas. Organizações humanitárias, como o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, oferecem apoio logístico e assistência médica no local.
O incêndio foi controlado, mas autoridades ambientais monitoram a área para prevenir contaminações químicas. A operação do porto foi parcialmente retomada.
O Ministério da Saúde iraniano emitiu alerta epidemiológico para possíveis intoxicações em massa, e o Ministério dos Transportes iniciou auditorias em depósitos de produtos químicos em todo o país.
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