Irã condena vencedora do Nobel da Paz a mais de 7 anos de prisão
Narges Mohammadi cumpre oitava sentença e permanece em greve de fome por direito a visitas e telefonemas
Um tribunal iraniano condenou a ativista Narges Mohammadi (foto) – ganhadora do Prêmio Nobel da Paz de 2023 – a sete anos e meio de prisão por conspiração e propaganda contra o regime, em sua oitava sentença.
A pena inclui ainda proibição de viagem por dois anos e mais dois anos de exílio interno na cidade de Khosf, a cerca de 740 km de Teerã, segundo o advogado Mostafa Nili.
Mohammadi, de 53 anos, foi detida em dezembro durante uma cerimônia em homenagem ao advogado Khosrow Alikordi, em Mashhad.
Segundo Nili, a ativista entrou em greve de fome desde 2 de fevereiro, reivindicando direito a telefonemas, acesso a advogados e visitas. A última comunicação com a família havia sido em 14 de dezembro.
A ativista já foi presa 13 vezes e condenada nove vezes, e continua denunciando violações de direitos humanos no Irã, incluindo violência contra mulheres que não usam véu islâmico e a aplicação da pena de morte.
Em comunicado, Nili afirmou que Mohammadi recebeu a sentença três dias após ser transferida para um hospital devido ao seu estado de saúde precário.
Nobel da Paz
Mohammadi recebeu o Nobel da Paz quando ainda estava presa.
Ela havia sido liberada temporariamente para tratar de uma lesão óssea descoberta após uma cirurgia de emergência, realizada depois de sofrer vários infartos na prisão.
A fundação já vinha alertando sobre as ameaças do regime de prendê-la novamente.
Mohammadi foi condenada a 31 anos de prisão e 154 chibatadas.
Antes de ser libertada, cumpria pena de 13 anos e nove meses por acusações de conspiração contra a segurança do Estado e propaganda contra o governo iraniano.
Nas últimas duas décadas e meia, ela foi repetidamente condenada e encarcerada por sua atuação contra a obrigatoriedade do véu e por sua oposição à pena de morte.
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