Indicada por Trump para ONU reforça “America First”
Para Stefanik, os principais desafios passam por enfrentar o "Eixo do Mal", representado por China, Rússia, Coreia do Norte e Irã
A deputada republicana Elise Stefanik, indicada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para ser a embaixadora do país na ONU (Organização das Nações Unidas) reforçou os principais desafios à segurança nacional durante audiência de confirmação em uma comissão do Senado americano.
Para Stefanik, os principais desafios passam pelo “Eixo do Mal”, representado por China, Rússia, Coreia do Norte e Irã.
Segundo a congressista, os Estados Unidos devem manter a posição “America First” [América em primeiro lugar], um lema de Trump sobre as políticas de seu governo. Stefanik afirmou que pretende revisar o financiamento do país para as operações da ONU.]
Na visão de Stefanik, a ONU deve ser reformada.
“Nossos impostos não devem ser cúmplices no apoio a entidades contrárias aos interesses americanos, antissemitas ou que se envolvam em fraude, corrupção ou terrorismo”, disse.
Stefanik disse que a China é o maior “perpetrador de roubo de propriedade intelectual e a maior ameaça à segurança nacional“.
“Penso que para a minha geração este será o maior desafio“, disse a futura embaixadora na ONU.
Leia também: “Elise Stefanik será a embaixadora dos EUA na ONU“
Rússia e Irã
Na audiência, Stefanik afirmou que Trump precisará do máximo de “flexibilidade” para acabar com a Guerra na Ucrânia:
“Uma solução pacífica que acabe com as matanças e o derramamento de sangue”, disse.
Sobre o Irã, a deputada disse ser a favor da “máxima pressão” para a derrubada do regime de Teerã.
Segundo Stefanik, o ex-presidente Biden enviou “milhões de dólares” que teriam servido os grupos terroristas do Hezbollah, no Líbano, e o Hamas, em Gaza.
Quem é Stefanik?
Com 40 anos, Stefanik ganhou destaque no Partido Republicano por seu firme apoio a Trump e por sua rápida ascensão na liderança partidária.
Em 2021, foi eleita presidente da Conferência Republicana da Câmara, tornando-se a quarta congressista mais importante na Casa.
Conhecida por seu forte apoio a Israel, Stefanik visitou o país em maio do último ano e discursou ao Partido Knesset, ao qual criticou a abordagem do ex-presidente Joe Biden em relação a Israel e ao conflito na Faixa de Gaza.
Além disso, a deputada ganhou destaque ao interrogar presidentes de universidades durante uma audiência do Comitê de Educação da Câmara, expondo a falha dessas instituições em reconhecer que chamadas para o genocídio de judeus violavam suas políticas.
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