Ícone da moda jovem pede socorro, entra em recuperação judicial e decreta o fechamento repentino de 350 lojas ao redor do mundo
Rede de moda jovem pede socorro e fecha 350 lojas no mundo
A crise que culminou na falência da Forever 21 pegou milhares de clientes de surpresa ao redor do planeta em 2019. A gigante da moda rápida entrou em recuperação judicial e anunciou o encerramento das atividades de 350 unidades em 40 países de forma bem rápida.
Por que a marca amargou a falência da Forever 21?
O império das roupas baratas começou a ruir quando as pessoas mudaram a forma de comprar blusas e calças no dia a dia. A concorrência forte de sites de compras pela internet tirou o público jovem de dentro das lojas físicas de shopping.
Para piorar o caixa da empresa, o custo dos aluguéis de espaços gigantescos pesou muito nas contas do final do mês. Toda essa combinação acelerou o rombo financeiro e obrigou os donos a pedir ajuda na justiça da Califórnia.

Como era a presença da empresa antes e depois da crise?
Acompanhe no quadro a mudança drástica na estrutura global da rede de lojas.
| Situação da rede | Cobertura de países | Lojas em operação |
|---|---|---|
| No auge do sucesso | Em 57 nações | Mais de 800 pontos |
| Após a recuperação | Foco nas Américas | Corte de 350 lojas |
A reestruturação cortou mercados inteiros na Ásia e na Europa para tentar salvar o que sobrou da operação original nos Estados Unidos. A marca precisou encolher de tamanho para não sumir do mapa do varejo de vez.
Quais erros de gestão empurraram a rede para o buraco?
Uma sequência de decisões erradas no planejamento de expansão acelerou a queda do negócio no setor de vestuário.
Abaixo estão os deslizes mais pesados cometidos pela diretoria ao longo dos anos:
- Abertura de megalojas muito caras em endereços valorizados demais.
- Demora para investir pesado num site de vendas moderno para celular.
- Perda do apelo de qualidade com o público jovem em relação aos rivais.
Esses tropes deixaram a rede engessada, enquanto os concorrentes diretos voavam nas redes sociais e no e-commerce. A falta de agilidade cobrou um preço alto no faturamento anual da companhia.
O que o consumidor jovem busca hoje em dia no mercado?
O público atual se importa muito mais com produção sustentável e consumo consciente na hora de gastar no cartão. A ideia do modelo de moda descartável perdeu força entre os adolescentes e adultos jovens no mundo todo.
Além disso, o hábito de pedir vestidos pelo aplicativo de entrega rápida virou o padrão das novas gerações. Quem ficou parado, vendendo apenas em corredor de shopping, perdeu espaço no coração e no bolso dos compradores.
O que esse tombo ensina para as outras marcas de roupas?
Essa derrocada serve de aviso para qualquer empresa que acha que vai ser gigante para sempre no setor de vestuário. Entender as vontades do cliente e mudar o modelo de vendas rápido faz parte da sobrevivência nos negócios.
Hoje a marca tenta se manter viva com foco no comércio eletrônico e em pontos de venda menores e estratégicos. Ficar de olho nessas viradas no mercado ajuda a entender para onde o mundo das compras está caminhando.
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