HTS pretende integrar braço armado ao Exército sírio
"Em todo o Estado, as unidades militares devem estar integradas na instituição", disse o chefe militar Murhaf Abu Qarsa
O grupo terrorista Tahrir al-Sham (HTS), responsável pela queda Bashar Assad, anunciou nesta terça-feira, 17, que vai dissolver os grupos armados e integrá-los ao Exército da Síria.
“Em todo o Estado, as unidades militares devem estar integradas na instituição”, disse o chefe militar Murhaf Abu Qarsa à AFP.
Segundo Abu Qarsa, as regiões controladas pelas Forças Democráticas Sírias (FDS), dos curdos, devem ser incorporadas “à nova administração do país”:
“O povo curdo é um dos componentes do povo sírio“, afirmou.
Apesar de ser um grupo jihadista islâmico, o HTS reivindica que o seu grupo seja retirado da lista de “organização terrorista” classificado pela ONU (Organização das Nações Unidas), Estados Unidos e países europeus.
Até mesmo com a Rússia, apoiadora do então ditador Assad, o HTS tenta negociar, segundo revelou a revista The Economist.
O grupo quer se legitimar como o governo local após a transição, que termina em 1º de março, e ter o reconhecimento de países ocidentais.
Na negociação, o Kremlin condicionou o fornecimento de apoio humanitário à Síria em troca de seguir controlando Tartus e a base de Khmeimim.
Julgamento do alto escalão
O HTS ordenou nesta terça-feira, 17, que integrantes da alta cúpula do regime de Assad se apresentem ao Edifício de Segurança Militar”, na cidade da Daara, para julgamento de crimes de guerra.
“Solicita-se a todos que traga todos os documentos e equipamentos que possuam, sob pena de ação em caso de descumprimento ou prestação de informações falsas ou incompletas“, diz o comunicado.
Na última semana, a revelação da prisão de Sednaya, um matadouro de Assad, expôs ainda mais as barbaridades promovidas pela ditadura síria.
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