Houthis invadem escritórios da ONU no Iêmen e detêm funcionários
Ataque ocorreu após morte de primeiro-ministro do grupo apoiado pelo Irã em bombardeio israelense
Rebeldes Houthis, grupo apoiado pelo Irã, invadiram neste domingo, 31, escritórios de agências da ONU voltadas para alimentação, saúde e infância em Sanaa, a capital do Iêmen, e detiveram 11 funcionários da organização. O ataque ocorreu após a morte do primeiro-ministro do grupo, Ahmed Ghaleb Nasser al-Rahawi, em bombardeio israelense.
A porta-voz do Programa Mundial de Alimentos, Abeer Etefa, disse à Associated Press que as forças de segurança dos Houthis entraram nos prédios das agências na manhã de domingo.
Também foram invadidos os escritórios da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do UNICEF.
O secretário-geral da ONU, António Guterres, afirmou em comunicado que pelo menos 11 funcionários foram detidos. Ele condenou a ação e também a “entrada forçada nas instalações do Programa Mundial de Alimentos, a apreensão de bens da ONU e as tentativas de invasão de outros escritórios da organização em Sanaa”. Guterres exigiu a libertação imediata e incondicional dos detidos.
As invasões fazem parte de uma repressão contínua dos Houthis contra a ONU e outras organizações internacionais que atuam em áreas sob controle rebelde no Iêmen.
A ação ocorreu após a morte do primeiro-ministro Houthi e de vários membros de seu gabinete em um ataque israelense na última quinta-feira.
Segundo dois representantes Houthis e familiares das vítimas, entre os mortos estão o primeiro-ministro Ahmed al-Rahawi; o ministro das Relações Exteriores, Gamal Amer; o vice-primeiro-ministro e ministro do Desenvolvimento Local, Mohammed al-Medani; o ministro da Eletricidade, Ali Seif Hassan; o ministro do Turismo, Ali al-Yafei; o ministro da Informação, Hashim Sharafuldin; e o vice-ministro do Interior, Abdel-Majed al-Murtada.
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