Homem que se passou por assassino de Charlie Kirk é preso por pedofilia
George Zinn, 71, já respondia por obstrução de Justiça após confundir investigação sobre o crime em Utah
George Zinn, de 71 anos, que havia se apresentado falsamente como autor do assassinato de Charlie Kirk, foi acusado nesta terça, 16, de quatro crimes de exploração sexual de menores.
Segundo documentos divulgados pela promotoria de Utah, agentes do FBI encontraram em seu celular mais de 20 imagens de abuso infantil, incluindo registros de crianças de 5 a 12 anos em poses sexuais ou parcialmente despidas.
O caso remonta ao dia 10 de setembro, quando Kirk foi morto a tiros durante um evento da Turning Point USA na Utah Valley University, em Orem.
Minutos após o disparo, Zinn foi preso no local ao dizer a policiais que havia atirado contra o ativista. A confissão se mostrou falsa, mas causou atraso nas buscas ao verdadeiro autor do crime.
Conforme os autos, ao ser levado a um hospital por queixas de dores no peito, Zinn admitiu a investigadores que havia mentido e declarou que seu objetivo era “dar tempo ao atirador real escapar”.
No mesmo interrogatório, segundo o FBI, o homem reconheceu que utilizava o telefone para acessar e compartilhar material de abuso infantil, afirmando sentir-se sexualmente atraído por crianças.
Zinn tem histórico de ocorrências criminais.
Ele já havia sido investigado em 2013 por ameaças de terrorismo e também por invasão de propriedade e participação em protestos violentos.
O idoso está detido no Utah County Jail e responde a dois processos: um por obstrução de Justiça, pelo falso testemunho que desviou recursos da investigação, e outro por exploração sexual de menores, decorrente das provas encontradas em seu celular.
As autoridades locais afirmam que ele deverá permanecer preso até julgamento.
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